Dois alvos de operação em esquema do Banco Master são soltos

Empresários eram os únicos que tiveram prisões temporárias no âmbito da Operação Compliance Zero

Davi Vittorazzi, da CNN Brasil, Brasília
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A Justiça Federal determinou a soltura de dois suspeitos alvos da operação da PF (Polícia Federal) envolvendo o esquema do Banco Master.

Os investigados estavam presos por mandados temporários, que não foram renovados.

Conforme apurou a CNN Brasil, as solturas foram de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa suspeita de envolvimento no esquema, e Henrique Souza Silva Peretto, sócio de empresa também investigada. As solturas ocorreram na madrugada desta sexta-feira (21).

Os dois empresários eram os únicos que tiveram prisões temporárias — quando há um limite máximo de cinco dias, podendo ser renovado. As demais prisões realizadas pelos agentes policiais foram em cumprimento de cinco mandados preventivos — quando não há validade de tempo.

Em nota, a defesa de André Maia disse que o investigado "jamais praticou qualquer conduta ilícita".

"Da mesma forma, o Sr. André reafirma sua plena disposição em colaborar com as autoridades, prestando todos os esclarecimentos necessários ao regular andamento da investigação, confiando na pronta elucidação dos fatos", diz o advogado Luiz Felipe Mallmann de Magalhães.

A defesa de Henrique Peretto informou que a prisão temporária e soltura foram cumpridas conforme ordem judicial.

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Compliance Zero, que também prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Além das detenções, a PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

A operação visou combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Segundo balanço da PF, as apreensões da operação são avaliadas em cerca de R$ 230,13 milhões.

Entre os itens, o de maior valor é o avião avaliado em R$ 200 milhões do banqueiro. A aeronave de luxo, apreendida no pátio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, é a mesma que levaria Vorcaro a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes de ele ser preso pela PF.

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