Entrada de capital estrangeiro ajudou resultado do 1º tri, diz CFO da B3

Desempenho superou expectativas do mercado, com crescimento de 33% no lucro líquido recorrente na comparação anual

Da CNN Brasil
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A B3 divulgou seu balanço referente ao primeiro trimestre do ano com números que superaram as expectativas do mercado. O lucro líquido recorrente da operadora da Bolsa Brasileira atingiu R$ 1,5 bilhão, representando um crescimento de 33% na comparação anual.

O lucro por ação recorrente também registrou forte alta, de 39%, encerrando os três primeiros meses do ano em R$ 0,30.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, André Milanez, destacou a entrada do capital estrangeiro para os números positivos.

"Entrou mais dinheiro no primeiro trimestre para o mercado de renda variável do que entrou no ano passado inteiro, e isso fez com que o volume de negociação aumentasse bastante", explicou Milanez.

A B3 registrou recordes de volume de negociação, com o maior volume médio negociado no mês de fevereiro dos últimos cinco anos. Em março, a companhia também atingiu o maior volume médio mensal da sua história em negociação de derivativos.

“O resultado que a gente apresentou no trimestre é, na verdade, uma combinação de fatores e de uma estratégia de diversificação que a gente já vem adotando há algum tempo e que começa a mostrar o seu valor”, afirmou.

Segundo Milanez, a B3 possui negócios chamados de pró-cíclicos, expostos a condições macroeconômicas como taxa de juros e apetite do investidor, e outros com características de maior recorrência e menor exposição a fatores de mercado.

No trimestre, os negócios recorrentes — como renda fixa, dados e serviços de tecnologia — cresceram cerca de 17%, enquanto os negócios pró-cíclicos avançaram mais de 20%.

Perfil do investidor e composição das receitas

Milanez esclareceu que, atualmente, praticamente metade das receitas da B3 provém dos mercados de renda variável e de derivativos, enquanto a outra metade vem de negócios com características mais recorrentes, como renda fixa, soluções de dados e serviços de tecnologia.

A renda variável, especificamente, representa entre 20% e 25% da receita total da companhia, englobando não apenas ações, mas também instrumentos como ETFs e BDRs.

Sobre o comportamento do investidor local, Milanez observou que, diante do elevado nível da taxa de juros, o investidor brasileiro tem privilegiado instrumentos de menor risco, como a renda fixa.

"O juro ainda é bastante elevado, o que torna a renda variável um pouco menos atrativa neste momento", disse. Ainda assim, ele ressaltou um interesse crescente em outras classes de ativos, como BDRs, ETFs e fundos de investimento imobiliário.

Ao ser questionado sobre os riscos associados ao capital estrangeiro, Milanez reconheceu que nem todo capital que ingressa é de longo prazo, mas avaliou que o Brasil se posicionou de forma favorável em relação a outros mercados emergentes.

"O Brasil ficou fora do radar do investidor estrangeiro por um bom tempo, e desde o final do ano passado a gente começou a ver um movimento de maior diversificação das alocações", afirmou.

Ele acrescentou que o país ainda representa um percentual pequeno do portfólio dos investidores globais, muito inferior ao que já representou em momentos anteriores.

Sobre o cenário de IPOs, Milanez comentou o recente caso da Compass, que realizou sua oferta pública inicial após um longo período sem novas estreias na bolsa.

Para ele, embora o evento seja encorajador, ainda é cedo para afirmar que uma nova janela de IPOs está definitivamente aberta.

"Não temo hoje um problema de oferta, tem um pipeline robusto de companhias que estão prontas para acessar o mercado de capitais. Temos um problema de demanda, e parte desse problema se explica pelo nível de taxa de juros", concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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