IA é mola propulsora para a indústria, diz Felipe Davis, CEO da OOH

Executivo cita que inteligência artificial pode agir como um "segundo cérebro" para equipes comerciais, mas que desafios com novas tecnologias ainda permanecem

Da CNN Brasil
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Felipe Davis, CEO da OOH Brasil e Conar, citou nesta segunda-feira (3) que a inteligência artificial tem sido mola propulsora para a indústria brasileira.

Ele falou durante participação no Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte.

Davis afirmou que IA "provoca a indústria" e que diversas empresas brasileiras utilizam a ferramenta para gerar produtividade.

"A tecnologia foi a solução para metrificação de audiência. Hoje sabemos o perfil da pessoa, o habito de consumo, seus interesses, o que ajudou a elevar a comunicação das marcas com que possamos avançar e melhorar a audiência. A indústria avançou muito na última década", disse.

O CEO adiciona que a própria OOH Brasil desenvolveu a IA OOH Brain, que Davis classificou como um apoio ao time comercial, ou um "segundo cérebro" para aumentar a produtividade da equipe de comunicação.

Apesar dos avanços, Davis também afirma que os desafios ainda permacem quando o assunto é tecnologia. "É um assunto novo, precisamos entender os limites da IA e temos um desafio com sua regulação."

Evento Eloos

Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.

O evento será realizado no Espaço Ava, em Belo Horizonte, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.

Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.

Programação

A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado "Custo Brasil" (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).

Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6x1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.

Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.

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