MRV Incorporação encerra 1º tri com lucro de R$ 133 milhões, alta de 640%
MRV&Co destacou que operação foi impulsionada pela venda de ativos da Resia e pelo resultado da operação de incorporação brasileira
O braço de incorporação da MRV&Co encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 133 milhões, alta de 640,4% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço publicado nesta segunda-feira (11).
O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da MRV Incorporação foi de R$ 476 milhões no período, alta de 38,5% ante o primeiro trimestre do ano anterior. Enquanto isso, a receita operacional líquida foi registrada em R$ 2,562 bilhões, alta de 17,6%.
A MRV&Co destacou que segue "apresentando evolução em sua operação" com o resultado do primeiro trimestre, destacando que a "evolução ocorre em um contexto saudável, com o programa Minha Casa Minha Vida no melhor momento de sua história".
A companhia ressalta que o ano de 2026 tende a ser positivo para o programa, considerando "importantes melhorias nas regras" que ampliam a capacidade de compra das famílias.
"A partir do 2T26, teremos a continuidade da trajetória de expansão da margem bruta, à medida que safras de vendas mais novas, com margens mais altas, ganhem relevância no resultado", ressalta a MRV.
O resultado da MRV&Co no primeiro trimestre "vem mostrando como a nossa operação tem melhorado", afirmou o CFO, Ricardo Paixão. "Os indicadores financeiros comprovam como a gente tem melhorado ao longo do período", pontuou Paixão em entrevista exclusiva ao CNN Money.
O CFO destacou que a companhia vive uma "dinâmica de melhora de resultados". Segundo o executivo, a MRV&Co vive um "momento melhor que ano passado e pior que próximo trimestre".
Com novas safras de venda a cada período, Paixão explica que a empresa segue "sempre empilhando" produtos com melhores preços, trazendo robustez a suas margens e fazendo "com que o resultado continue sempre crescente".
"Nossa receita [...] começou o primeiro mês do segundo trimestre de forma saudável para conseguir um crescimento importante [...] daqui para frente. Os indicadores pavimentam o caminho para um segundo trimestre bastante importante", pontuou o CFO da MRV&Co.
Como um todo, a empresa fechou os primeiros três meses do ano com geração de caixa de R$ 392 milhões. Segundo o balanço, o dado foi impulsionado pela venda de ativos da Resia, prevista em seu plano de desalavancagem, e pelo resultado da operação de incorporação brasileira.
A subsidiária norte-americana do grupo MRV&Co vendeu, no primeiro trimestre, o empreendimento Tributary, por US$ 73,3 milhões, e os terrenos Marine Creek e Tucker pelo valor de US$ 18,3 milhões.
Apesar de a empresa observar que o cenário geopolítico tenha criado um ambiente inflacionário com potenciais impactos sobre o setor, a MRV indica que a produção de 5 mil unidades a mais do que o vendido em 2025 gera um estoque que funcionará como um mecanismo de proteção a alta de preços, potencializado pela construção a custos mais baixos e sua política de aumento de preços sempre acima da inflação.
"Temos confiança que nossa estratégia de presença nacional, simplificação e linearização da operação será um grande diferencial nesse momento", destaca a companhia.
"Já temos uma estrutura pronta e otimizada para operar em nosso footprint e não temos o risco operacional de um grande crescimento ou expansão geográfica", conclui.
Chairman da MRV&Co, o empresário Rubens Menin também é controlador do Inter, da Log Commercial Properties e presidente do Conselho da Itatiaia e da CNN Brasil.


