MRV: Margem bruta foi vetor para geração de caixa forte no 2º tri, diz CFO
Empresa reportou uma geração de caixa de R$ 126 milhões nos últimos 12 meses, uma virada de R$ 866 milhões
Uma solidificação da margem bruta da MRV foi um dos vetores para uma geração de caixa mais forte no segundo trimestre de 2026, de acordo com Ricardo Paixão, CFO da MRV, ao CNN Money nesta quinta-feira (13).
Na véspera, a empresa de construção civil reportou uma geração de caixa de R$ 126 milhões nos últimos 12 meses, uma virada de R$ 866 milhões de reais entre 2025 e 2026.
Segundo a empresa, essa é a maior margem bruta em sete anos e ajudou a sustentar um plano de redução de dívida apoiado na venda de ativos da Luggo e da Resia, suas subsidiárias.
"Temos focado em crescer o número de vendas e recuperar a nossa margem bruta, que tem sido recuperada por meio de um incremento de preço de, no mínimo, igual a inflação, além de um ganho de produtividade que reflete nos custos", afirmou o diretor financeiro da empresa.
Nesse contexto, o preço subindo acima da inflação enquanto o custo segue abaixo do aumento de preços do setor, abrem espaço para uma margem bruta mais forte.
No período, a margem bruta chegou a 31,2%, um ponto percentual acima do registrado um ano antes e o maior patamar desde 2018. As novas vendas já saem com margens próximas de 35%, nível para o qual a companhia espera levar gradualmente a margem reconhecida ao longo de 2026 e 2027.
Além do aumento de volume na incorporação, as subsidiárias também têm contribuído com venda de ativos. De acordo com Paixão, esse inclusive será um dos grande catalizador para geração de caixa ao longo de 2026 e diminuição do endividamento da empresa ao longo de 2026.
"A alavancagem deve cair 30% até fim do ano. A venda de portfólio ainda não entrou inteira no caixa da companhia, mas deve entrar nos próximos meses e melhorar ainda o caixa e diminuir o endividamento", constatou.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 5,9 bilhões, R$ 400 milhões abaixo dos R$ 6,3 bilhões do fim do ano passado. Considerando o impacto das vendas já anunciadas sobre a posição de junho, o indicador cairia para R$ 4,6 bilhões — recuo de R$ 1,7 bilhão, ou 28%, ante o fechamento de 2025.
Só as operações da Resia devem responder por cerca de R$ 1,5 bilhão dessa redução.


