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Namíbia afirma que não reconhecerá acordo entre TotalEnergies e Petrobras

Em comunicado divulgado ‍neste domingo (08), o Ministério da Indústria, Minas e Energia afirmou que não foi notificado sobre os desenvolvimentos, conforme exigido por lei

da Reuters
Logo da Petrobras no Rio de Janeiro  • 05/06/2025 REUTERS/Ricardo Moraes
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A Namíbia não reconhecerá a compra de participações offshore na Bacia de Luderitz anunciada na ⁠semana passada pela TotalEnergies e pela Petrobras até ‍que as empresas petrolíferas sigam o processo adequado para aprovação, afirmaram autoridades governamentais neste domingo (8).

Jonas Mbambo, porta-voz da Presidência, confirmou que, até que um pedido formal seja apresentado e o processo legal prescrito seja concluído, “nenhuma transação pode ser reconhecida ou considerada válida”.

A gigante petrolífera francesa TotalEnergies e a brasileira Petrobras anunciaram na sexta-feira que adquiriram, cada uma, uma participação de 42,5% ​na licença de exploração PEL104 na ⁠costa da Namíbia, conforme ambas as empresas buscam desenvolver petróleo em uma ‌das últimas fronteiras de exploração do mundo.

A aquisição, da Maravilla Oil and Gas e da Eight Offshore Investments Holdings, marca uma expansão ⁠das participações da Total no país da África Austral, onde espera ‌ser ‍a primeira a produzir petróleo até o final da década.

Ministério exige aprovação prévia

Em comunicado divulgado ‍neste domingo (8), o Ministério da Indústria, Minas e Energia afirmou que não foi notificado sobre os desenvolvimentos, conforme exigido por lei, e que só foi informado sobre o anúncio planejado do acordo “poucos minutos” ⁠antes de sua divulgação.

“O governo deixa claro que, de acordo com a lei, qualquer transferência, cessão ou aquisição de participações em licenças petrolíferas na Namíbia deve obter aprovação prévia do ministro”, afirmou o comunicado.

A ‌TotalEnergies e a Petrobras, que mantêm parcerias em ​ativos petrolíferos no Brasil há mais de uma década, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários fora do horário ⁠comercial normal.

Novas regras para o setor de energia

Os membros da Unidade de Petróleo Upstream proposta pelo governo não responderam, nem a comissária de Petróleo, Maggy Shino.

A declaração de domingo surge num momento em que a Namíbia, um ponto nevrálgico da exploração global, visa a sua primeira produção de petróleo, ao mesmo tempo que introduz mudanças regulatórias de longo alcance que afetam o setor energético.

Além das novas regras sobre conteúdo local, o recém-empossado ⁠ministro da Energia, Modestus Amutse, apresentou na semana passada o Projeto de Emenda à Lei do Petróleo (Exploração e Produção), que estabelecerá a Unidade de Petróleo Upstream como uma nova autoridade reguladora, ⁠no gabinete do presidente.

O projeto de lei, que foi devolvido em dezembro após críticas dos partidos da oposição, visa modernizar o quadro jurídico do setor, ampliar as disposições sobre conflito de interesses para os funcionários e fortalecer a transparência fiscal, entre outras medidas.

Ele também elimina o cargo de comissário de Petróleo.

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