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No Eloos, CEO da Petrobras prevê maior produção de petróleo e eficiência

Às vésperas de plano de investimentos, Chambriard reconhece que preços do petróleo devem levar não só a estatal a se ajustar, mas todas as petroleiras do mundo

João Nakamura e Gabriel Monteiro, da CNN Brasil, em São Paulo e Belo Horizonte
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A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta segunda-feira (24), que "a produção de petróleo [da estatal] vai continuar aumentando", à medida que a empresa busca "entregar um melhor resultado a menores custos".

A fala foi dada durante o Projeto Eloos, da Radio Itatiaia, do qual a CNN Brasil é parceira e acompanha com o CNN Cast.

Às vésperas da divulgação do plano plurianual de investimentos da companhia, Chambriard reconheceu que os preços mais baixos do barril de petróleo no exterior devem levar não só a estatal a se ajustar, mas todas as petroleiras do mundo.

O trabalho de adaptação deve ser feito "desenhando projetos de uma forma mais eficiente, buscando redução e cooperação com fornecedores e até cortando custos", pontuou a executiva.

Sustentabilidade

Às margens das discussões da COP30, que se encerrou na semana passada, em Belém do Pará, Chambriard disse que tem "orgulho de lançar derivados com baixíssima emissão de gases do efeito estufa".

Destacou o diesel com 10% de óleo vegetal patenteado pela Petrobras e o combustível para navios 24% renovável que, segundo a executiva, é bem aceita na África e em Singapura. "O Brasil ainda não acordou direito. Esse vai ser o nosso esforço", sinaliza a CEO.

Ademais, destacou o recente lançamento de um laboratório de reciclagem de plástico para transformar resíduos em combustível.

Questionada sobre os planos da Petrobras para retomada da operação na frente de etanol, Chambriard afirma que entre o final do ano e o começo de 2026 "vamos ter novidades".

Distribuição

Outro anseio da petroleira é voltar ao mercado de distribuição, frente abandonada com a venda da antiga BR Distribuidora, hoje Vibra, administradora dos postos Petrobras.

A estatal tem uma cláusula de não competição com a Vibra em vigor até 2029, de modo que, no momento, a Petrobras vai avançar na venda direta para grandes consumidores, segundo Chambriard.

O olho está nos players do agronegócio, sobretudo na região do Matopiba (que contempla os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e do Centro-Oeste, e dos transportes pesados.

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