Pagamos R$ 1 bilhão em dividendos no últimos três anos, diz CFO da Log
Segundo Rafael Saliba, 2025 foi o ano mais agressivo na história da empresa em termos de distribuição de dividendos
A Log Commercial Properties conseguiu estabelecer um equilíbrio entre crescimento e disciplina financeira, resultando no pagamento de aproximadamente R$ 1 bilhão em dividendos aos acionistas nos últimos três anos.
A informação foi compartilhada por Rafael Saliba, CFO e Diretor de RI da companhia, em entrevista ao CNN Money sobre os resultados do quarto trimestre de 2025.
Segundo Saliba, 2025 foi o ano mais agressivo na história da empresa em termos de distribuição de dividendos, com um dividend yield de aproximadamente 15%.
"Combinar esse volume de dividendos com o plano de investimentos, que é também o maior da história da companhia, é desafiador", afirmou.
O executivo destacou o yielding cost de 14% da companhia como um diferencial competitivo, resultado do aquecimento do mercado e da pujança do e-commerce brasileiro.
"Na história da companhia, nunca tivemos médias tão elevadas dentro de trimestres, como apresentamos no terceiro e no quarto trimestres do ano passado", explicou Saliba.
Estratégia de alocação de capital
A Log realizou recentemente uma transação de R$ 1 bilhão, descrita por Saliba como "transformacional", que demonstra a intenção da administração de melhorar a eficiência de capital.
"No momento de juros mais altos, a companhia reduz um pouco o tamanho do seu portfólio para melhorar a alocação de capital em novos desenvolvimentos", detalhou.
Essa estratégia permitiu à empresa assegurar recursos para seu plano de investimentos mesmo diante de incertezas macroeconômicas.
"Com uma transação deste tamanho, que é a maior da história da companhia, conseguimos antecipar e garantir os recursos desse plano robusto", complementou o CFO.
O executivo também destacou que a companhia mantém um custo de construção na média 20% abaixo da indústria, graças à escala construtiva que possui.
Isso permite à Log manter um yielding cost crescente e traduzir a velocidade de venda dos ativos em controle de endividamento, rentabilidade para o acionista e pagamento constante de dividendos.
Para o futuro, Saliba indicou que a empresa pretende manter a combinação de dividendos com o capex agressivo dos novos projetos, embora ainda não tenha definido uma política de remuneração específica para o próximo ano.
"O que esperamos é poder manter essa combinação de dividendos com o capex agressivo que temos aí dos novos projetos", concluiu.


