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Presidente-executivo da Nvidia diz que boom da IA está longe de terminar

Huang procurou tranquilizar os investidores preocupados com indicações de desaceleração do crescimento da fabricante de chips

Kent Nishimura, da Reuters
Novidades anunciadas pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, são um dos momentos mais aguardados da GTC
Presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang,  • Reprodução/X
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O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, descartou na quarta-feira (26) as preocupações sobre um possível fim do boom de gastos com chips de inteligência artificial, projetando que as oportunidades se expandirão para um mercado de vários trilhões de dólares nos próximos cinco anos.

Huang procurou tranquilizar os investidores preocupados com indicações de desaceleração do crescimento da fabricante de chips.

No início do dia, a Nvidia previu que a receita do terceiro trimestre atenderia às estimativas dos analistas, mas ficaria aquém das expectativas que fizeram o preço de suas ações avançar cerca de um terço este ano.

"Uma nova revolução industrial já começou. A corrida da IA começou", disse Huang. "Vemos de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões em gastos com infraestrutura de IA até o final da década."

As expectativas em relação à demanda das grandes empresas de tecnologia, dos proprietários de data centers e da China estão impulsionando as ações da fabricante de chips.

Huang baseou sua previsão, em parte, nos US$ 600 bilhões que espera para investimentos em data centers este ano de grandes clientes como a Microsoft e a Amazon.

Para um data center que custa até US$ 60 bilhões, a Nvidia pode capturar cerca de US$ 35 bilhões, disse Huang.

As falas de Huang contrastam com uma previsão moderada de vendas para o terceiro trimestre de cerca de US$ 54 bilhões, ligeiramente acima da média de US$ 53,14 bilhões das estimativas dos analistas compiladas pela LSEG.

A Nvidia e Huang, no entanto, veem poucos motivos para que o crescimento dos lucros dos chips de IA desacelere, já que o lucro líquido do segundo trimestre superou o lucro fiscal do terceiro trimestre da Apple, sua concorrente no setor de tecnologia.

*Reportagem de Max A. Cherney em San Francisco

 

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