Privatização da Copasa vai se dar por oferta secundária, diz proposta

Governo estadual detém participação de 50,03% na empresa e vai usar os recursos ‌da venda de suas ações para pagamento da dívida do Estado com ⁠a União

Alberto Alerigi Jr., da Reuters, em São Paulo
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O processo de privatização da empresa ⁠mineira de saneamento Copasa ‍deverá seguir pelo modelo de oferta secundária de ações, sem tranche primária, segundo proposta divulgada pelo governo de Minas Gerais à companhia na quarta-feira (28).

O governo estadual detém participação de 50,03% na ​Copasa e ⁠pela proposta vai usar os recursos ‌da venda de suas ações para pagamento da dívida do Estado com ⁠a União.

A proposta, que deverá ser ‌aprovada ‍por assembleia geral de acionistas da Copasa, ‍prevê que o governo de Minas Gerais possa vender até a totalidade de sua participação na ⁠empresa e a "possibilidade de celebração de um acordo de acionistas entre o investidor de referência/estratégico e o Estado, ‌que conferirá determinados vetos ​ao Estado".

A venda da totalidade das ações detida pelo ⁠Estado pode ocorrer se o processo não atrair nenhum investidor estratégico, segundo a proposta. Caso pelo menos um seja elencado, o Estado poderá manter fatia de 5% na Copasa.

Esse investidor estratégico poderá ficar com até 30% ⁠do capital social da empresa, podendo comprar mais papéis no âmbito da oferta.

Em dezembro, o ⁠governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a privatização da Copasa deveria ocorrer até abril, em uma operação que poderia movimentar pelo menos R$ 10 bilhões.

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