Rede popular de artigos para casa entra com pedido de falência nos EUA

Sediada em Dallas, a At Home citou o cenário de aumentos de tarifas e desaceleração nos gastos do consumidor

Jordan Valinsky, da CNN, Nova Iorque
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A At Home, varejista popular de artigos para casa com 260 lojas em 40 estados dos EUA, entrou com pedido de falência, citando o cenário de aumentos de tarifas e desaceleração nos gastos do consumidor.

A empresa sediada em Dallas anunciou nesta segunda-feira (16) que havia firmado um acordo com seus credores que "eliminará substancialmente toda" sua dívida de aproximadamente US$ 2 bilhões e fornecerá US$ 200 milhões em novos financiamentos para manter a At Home operando enquanto ela navega pelo processo do Capítulo 11.

Brad Weston, CEO da At Home, que ingressou na empresa no ano passado, disse em um comunicado que a empresa está "operando em um cenário de ambiente comercial cada vez mais dinâmico e em rápida evolução, enquanto lidamos com o impacto das tarifas" e que as mudanças "melhorarão nossa capacidade de competir no mercado diante da volatilidade contínua e aumentarão a resiliência de nossos negócios a longo prazo".

Empresas nos Estados Unidos estão enfrentando a incerteza quanto às tarifas, inclusive sobre os países de onde a At Home obtém seus produtos, principalmente a China.

Em determinado momento, as tarifas americanas sobre aquele país chegaram a 145%, antes de um acordo no mês passado para reduzi-las temporariamente para 30%.

Uma redução nos gastos discricionários nos EUA nos últimos anos também causou problemas para o setor de produtos para casa, com a The Container Store, a Bed Bath & Beyond e a Big Lots entrando com pedido de falência.

No entanto, o principal problema da At Home é a "extensa dívida que a empresa tinha em seu balanço", segundo Neil Saunders, diretor-gerente da GlobalData. "Isso não era sustentável e sua eliminação pelo Capítulo 11 proporcionará uma base mais estável para a empresa operar."

Ele acrescentou que a proposta da At Home é “fraca” e “não é suficientemente diferenciada para competir com rivais como Ikea, Wayfair e outros”.

“Há muito pouca inspiração e quase nada de entusiasmo para atrair as pessoas às lojas, principalmente em áreas onde a concorrência é alta”, escreveu Saunders em uma nota.

A At Home, que vende uma grande variedade de itens, como móveis, tapetes e outros acessórios para casa, disse que continuaria operando normalmente, inclusive atendendo pedidos, pagando fornecedores e mantendo seu programa de fidelidade durante o processo do Capítulo 11.

No entanto, a empresa privada deu a entender que poderia fechar algumas lojas, dizendo que "a maioria de nossas lojas permanecerá aberta". O Wall Street Journal relatou recentemente que cerca de 20 lojas At Home estavam programadas para fechar.

Ao sair do Capítulo 11, a At Home “seguirá em frente com novos proprietários e um balanço significativamente fortalecido”, disse Weston.

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