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    No capitalismo, o dinheiro precisa circular, e para isso o juro tem que ser baixo, diz Lula

    Petista ainda voltou a afirmar que as ações de Campos Neto — a quem se refere como "cidadão" — são responsabilidade do Senado Federal, que aprovou sua indicação

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília 29/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Danilo Moliternoda CNN

    da CNN

    O presidente Lula voltou a criticar o atual patamar da taxa Selic (em 13,75% ao ano) nesta quinta-feira (29). O petista defendeu que no sistema capitalista o dinheiro precisa circular e que, para isso, o juro deve ser baixo.

    “Não há país capitalista sem capital, ou com o capital circulando na mão de meia dúzia de pessoas. O dinheiro tem que girar na mão dos milhões de brasileiros para que a economia cresça”, disse à Rádio Gaúcha.

    “É isso que esse cidadão do Banco Central [faz referência ao presidente, Roberto Campos Neto] tem que entender: o dinheiro tem que circular e para o dinheiro circular o juro tem que ser baixo”, completou.

    Lula voltou a afirmar que entre as atribuições do Banco Central autônomo estão, além do controle da inflação, cuidados relativos ao crescimento econômico e ao emprego. Para o mandatário, não há fatores na conjuntura econômica atual que expliquem o patamar da taxa de juros.

    “Não existe hoje nenhuma explicação econômica, sociológica, filosófica, no que você quiser pensar, para que a taxa de juro esteja em 13,75%, porque nós não temos inflação de demanda”, defendeu.

    O petista disse também que as ações de Roberto Campos Neto — a quem se refere como “cidadão” — são responsabilidade do Senado Federal, que aprovou sua indicação durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Ainda no âmbito da inflação e da taxa de juros, Lula preferiu não entrar em detalhes a respeito da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que acontece nesta quinta-feira. Mas indicou que o Brasil “precisa de uma meta capaz de alcançar”.

    “Penso que o Brasil não precisa ter uma meta de inflação rígida como a atual, se não alcançá-la. Então, ao alcançar a meta, podemos reduzir, descer mais um degrau, assim por diante. Por isso que a política monetária tem que ser móvel, com sensibilidade para a realidade da economia”, completou.

    Investimentos e PAC 3

    Lula ainda voltou a defender que a queda do juro vai possibilitar aumentar os investimentos públicos — promessa de sua gestão. “O BNDES vai voltar a ser um banco de investimento, assim como o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil”, disse.

    O presidente falou sobre investimentos no âmbito do “PAC 3”, que lançará no próximo mês. Ele destacou essa versão do programa de aceleração do crescimento será rico em parceiras público-privadas (PPPs).

    “Vamos fazer uma combinação daquilo que é a capacidade de investimento do Orçamento, dos bancos públicos e aquilo que é possível de fazer com PPPs. Nós queremos transformar esse país num canteiro de obras como fizemos no PAC 1, PAC 2, a gente vai retomar outra vez todas as obras que estão paralisadas”, disse.

    “Nós queremos construir PPPs como jamais foi feito nesse país”, completou