Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Nove em cada dez mães têm responsabilidade no orçamento das famílias brasileiras, revela pesquisa

    Pesquisa da Serasa mostra ainda que metade das mães solo, viúvas e divorciadas arcam com todas as despesas das residências

    Mães solo: 84% das entrevistadas – praticamente oito em cada dez – revelaram já ter buscado outras formas de obter ganho extra, além da do emprego fixo
    Mães solo: 84% das entrevistadas – praticamente oito em cada dez – revelaram já ter buscado outras formas de obter ganho extra, além da do emprego fixo Getty Images

    Elaine Bastda CNN

    em São Paulo

    Cuidar dos filhos, da casa, trabalhar e ser responsável pelo orçamento familiar. No Brasil, nove em cada dez mulheres controlam as finanças domésticas. São “super mães”.

    Fazem o pagamento das contas e administram a renda familiar. É o que mostra o estudo inédito “Relevância das mulheres nas finanças da família brasileira” feito pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion.

    A situação é especialmente difícil para as mães solo, divorciadas ou viúvas. Praticamente metade delas, 48%, disse que tem pelo menos um filho e não tem companhia para dividir as contas. São elas as responsáveis por todos os gastos familiares.

    Segundo Patrícia Camillo, gerente de Finanças da Serasa, esses números aumentaram com a chegada da pandemia. “Muitos maridos perderam o emprego e a mulher foi buscar ocupação para conseguir manter a renda da família. A crise econômica, em parte, foi responsável pelo aumento de mães responsáveis pela renda de casa”.

    Entre o grupo de mães solo a busca por renda tem feito muitas encararem a dupla jornada de trabalho. 84% das entrevistadas – praticamente oito em cada dez – revelaram já ter buscado outras formas de obter ganho extra, além da do emprego fixo.

    Porém, segundo a gerente da Serasa, não é só a crise econômica que tem levado a mulher a administrar o orçamento doméstico. As mulheres começaram a participar mais do mercado de trabalho.

    “Elas estão ocupando um espaço cada vez maior dentro das empresas. Querem ganhar sua própria renda, não depender do companheiro, ter uma carreira, assumir cargos de liderança em diversas áreas e ter o protagonismo de suas vidas. E estão sendo cada vez mais valorizadas dentro das companhias, inclusive em áreas como engenharia e mercado financeiro onde predomina o mundo masculino. São grandes conquistas se pensarmos que até a década de 1960 a mulher tinha que ter autorização do marido para abrir uma conta em banco no Brasil e ter CPF. Tivemos gerações de mulheres que ficaram à margem da vida financeira da família, dependendo de seus companheiros economicamente e das decisões deles sobre o orçamento de casa”.

    De acordo com Patrícia Camillo, as mulheres também já são maioria nas renegociações de dívidas no país. “Elas são responsáveis por 55% das renegociações, tomam a frente para reequilibrar o orçamento de casa”, diz ela.

    A busca crescente delas por educação financeira também tem mudado a relação com o dinheiro.

    “A educação financeira ajuda a mulher a gerir sua própria renda. Até pouco tempo era o homem responsável por isso. E muitas têm se tornado inclusive empreendedoras, donas do próprio negócio. Saber administrar o orçamento, as despesas e as receitas, aprender a investir e a poupar para atingir seus objetivos traz independência e empoderamento. E acredito que cada vez mais veremos mulheres sendo protagonistas não só no orçamento doméstico, mas em toda sociedade “