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    País não suporta mais Selic atual e questão vai ter que ser tratada em algum momento, diz Haddad

    Ministro da Fazenda ainda cobrou publicamente do Banco Central um "retorno" em relação aos esforços do governo na seara econômica, tais quais a entrega do marco fiscal ao Congresso e avanços relativos à reforma tributária

    Ao dizer que quer vencer a questão, ele voltou a questionar a margem de juros real alta na comparação com outros países
    Ao dizer que quer vencer a questão, ele voltou a questionar a margem de juros real alta na comparação com outros países 28/02/2023REUTERS/Adriano Machado

    Gabriel Vasconcelos, do Estadão Conteúdo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou à carga contra a taxa básica de juros, mantida pelo Banco Central (BC) em 13,75% ao ano.

    Durante evento na sede da pasta, no Rio de Janeiro, Haddad cobrou publicamente do Banco Central um “retorno” em relação aos esforços do governo na seara econômica, tais quais a entrega do marco fiscal ao Congresso e avanços relativos à reforma tributária.

    “O que se espera é que haja uma reação compatível. Do ponto de vista da autoridade monetária, se espera um retorno do esforço que foi feito. Evidentemente, do meu ponto de vista, há algum tempo temos espaço para caminhar para a mesma direção (de baixa da taxa de juros)”, disse Haddad.

    Para o ministro, a questão dos juros terá de ser “endereçada” em algum momento e o país não suporta mais a Selic atual. Ao dizer que quer vencer a questão, ele voltou a questionar a margem de juros real alta na comparação com outros países.

    “Temos uma margem de gordura de 10% de juro real que não existe em lugar nenhum do mundo. Os juros vão ter que ser endereçados em algum momento. O país não aguenta mais”, disse Haddad.

    “O que o Congresso trabalhou, o que o Judiciário trabalhou para ajudar a arrumar a casa, totalmente bagunçada em 2022… não me lembro, desde que acompanho a economia, de um semestre tão produtivo”, continuou.