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    Petrobras vai pagar R$ 14,9 bilhões em dividendos aos acionistas até o final do ano

    Modelo de remuneração proposto está alinhado à nova Política de Remuneração aos Acionistas

    Da CNN*

    A Petrobras anunciou o pagamento de R$ 14,9 bilhões em dividendos como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2023.

    O valor é equivalente a R$ 1,149304 por ação ordinária e preferencial, que será pago em duas parcelas, conforme afirmou a companhia em nota enviada ao mercado.

    A primeira parcela, no valor de R$ 0,574652 por papel, será paga em 21 de novembro de 2023. Enquanto a segunda parcela, no valor de R$ 0,574652 por ação, vai ser depositada em 15 de dezembro de 2023.

    O anúncio foi declarado com base no balanço do segundo trimestre deste ano, entre abril e junho.

    A Petrobras registrou lucro de R$ 28,8 bilhões no segundo trimestre, um recuo de 47% ante o mesmo período do ano anterior, em meio a uma queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

    O preço médio do petróleo tipo Brent ficou em R$ 78,39 dólares por barril entre abril e junho, queda de 31,1% versus um ano antes.

    Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 56,7 bilhões no segundo trimestre, queda de 42,3% ante o mesmo período de 2022.

    Segundo a Petrobras, o modelo de remuneração ao acionista proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, anunciado no último dia 28 de julho.

    Nova política

    O conselho de administração da petroleira estatal informou ao mercado, no último mês, que adotou uma nova política de dividendos, que deve reduzir o valor pago aos acionistas.

    Em fato relevante, a empresa abriu ainda a possibilidade de criação de um programa de recompra de ações.

    Com a nova diretriz, a Petrobras estabeleceu um dividendo trimestral de 45% de seu fluxo de caixa livre — diferença entre fluxo de caixa e investimentos que será destinada a dividendos.

    O número representa uma redução em relação aos atuais 60%, desde que a dívida bruta da empresa esteja abaixo de US$ 65 bilhões, conforme previsto no atual plano estratégico em vigor da estatal.

    O valor ainda está acima dos 40% projetados por analistas do mercado.

    “As referências a valores específicos de dívida bruta foram substituídas pela expressão ‘nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor’, eliminando a necessidade de atualização da Política numa eventual mudança de referência de endividamento. No plano atual esse valor é de US$ 65 bilhões”, disse a estatal em comunicado.

    No ano passado, a Petrobras distribuiu um total de US$ 87,8 bilhões em dividendos para seus acionistas, referentes ao exercício da companhia no segundo trimestre de 2022.

    O valor equivalia a R$ 6,73 por papel da petroleira. O pagamento foi dividido em duas parcelas no valor de R$ 3,36, pagas em 31 de agosto e 20 de setembro.

    Uma das promessas de campanha do governo Lula (PT) era justamente alterar a política de dividendos da estatal.

    O petista criticou a política adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez da petroleira uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo nos últimos anos.

    Veja também: Preços da Petrobras têm defasagem após nova política

    *Publicado por Iasmin Paiva