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    Após crise energética em SP, presidente da Enel deixa cargo

    Companhia anuncia que Antonio Scala, executivo que acumula 18 anos entre os quadros da empresa, estará à frente da atuação no Brasil

    Pedro Venceslauda CNN

    Vinte dias depois do apagão que deixou 2,1 milhões de pessoas sem energia na capital paulista, o presidente Enel Brasil, Nicola Cotugno, anunciou que vai deixar a empresa. Seu substituto será o executivo Antonio Scala.

    Segundo fontes da companhia, a aposentadoria de Cotugno estava prevista antes do apagão, mas foi adiada para evitar a politização de sua saída.

    “A saída de Cotugno foi definida em reuniões do Conselho das Distribuidoras da Enel Brasil em outubro. Para apoiar o processo de substituição e as recentes contingências, o executivo prorrogou a sua saída para 22 de novembro”, disse nota enviada à CNN.

    Scala é executivo com 18 anos de trajetória na Enel. Ele ocupou a funções como chefe de Planejamento e Controle de Global Trading e liderou a Enel Green Power na América do Sul.

    A crise

    No dia 4 novembro, 2,1 milhões de clientes da Enel ficaram sem energia em São Paulo por conta da chuva do dia anterior. A companhia tinha se comprometido a retomar o fornecimento no dia 7, mas não cumpriu o prazo.

    Somente cinco dias depois, é que a concessionária informou que a energia elétrica tinha sido restabelecida para 99,99% dos clientes.

    A empresa foi acionada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça. Além disso, as comissões de Desenvolvimento Urbano e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados convidaram a Enel a prestar esclarecimentos sobre o apagão.

    Além disso, durante a sessão da CPI)da Enel na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), no dia 14, a energia caiu ao menos três vezes.

    No dia seguinte, uma nova tempestade deixou várias 290 mil pessoas sem energia em São Paulo.

    O prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), disse que pediu para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cancelar o contrato de concessão com a Enel.

    Além disso, o Governo de São Paulo aplicou no dia 17, via Procon, uma multa de R$ 12,7 milhões contra a concessionária pela falta de energia e por descumprir o dever legal de prestação de serviços essenciais.

    Veja também: CPI da Enel pressiona por fim da concessão em SP