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    Presidente da Petrobras diz que preço do Petróleo “já está afetado” e que piora na guerra seria “tempestade perfeita”

    Prates defende que, no momento, guerra não afeta os preços no Brasil

    Jean Paul Prates, presidente da Petrobrás
    Jean Paul Prates, presidente da Petrobrás Alessandro Dantas

    Sofia Aguiar, do Estadão Conteúdo

    O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, avalia que, no momento, não há indícios de que a guerra entre Israel e o grupo Hamas interfira no preço dos combustíveis no Brasil.

    Contudo, se o conflito se alastrar, será a “tempestade perfeita” no mercado de petróleo e gás.

    Prates reconheceu que o conflito já apresentou um impacto inicial no preço do petróleo, mas que houve uma estabilização após alguns dias.

    Segundo o presidente da estatal, a cotação do petróleo está alta, “mas não tem, necessariamente, a ver com esse conflito em si. Já tinha uma inflação estrutural acontecendo.”

    Atualmente, o barril de petróleo Brent está sendo negociado em cerca de US$ 91 (R$ 461,02).

    Prates pontuou, em uma análise no curto prazo, que a situação não deve se agravar “até que o conflito se alastre para um país produtor”.

    “Falando de forma até um pouco insensível, claro que tem uma preocupação humanitária com o problema da guerra. Mas do ponto de vista do mercado de petróleo e gás, por enquanto, não há indício de que haverá alastramento disso para países como Irã, Egito, países produtores.”

    O presidente da estatal afirmou que, das conversas que tem tido até o momento com representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a intenção é procurar uma solução pacífica para a guerra e evitar um alastramento para o restante do Oriente Médio.

    “O preço do petróleo já está afetado, piorar mais a guerra é a tempestade perfeita”, comentou.

    Prates disse ainda que pretende se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar sobre o assunto.

    Contudo, em meio à recuperação do chefe do Executivo no Palácio da Alvorada após ter realizado duas cirurgias no último dia 29, a agenda de Lula está mais restrita.

    Conversas com Opep e transição energética

    As declarações foram dadas no período da manhã, após Prates se reunir com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o secretário-geral da Opep, Haitham al-Ghais, que visita o Brasil nesta semana.

    De acordo com o presidente da Petrobras, o encontro foi de cortesia.

    Prates acrescentou que a organização está numa “missão” de renovação, trazendo uma visão mais comprometida com a transição energética.

    “O Brasil é importante, tem recursos naturais abundantes, está fazendo transição energética, é capaz de dar um exemplo como sempre e a gente tem estreitado as relações”, declarou.

    Veja também: Petróleo dispara com conflito no Oriente Médio