Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Produção industrial recua 0,1% em novembro, diz IBGE

    Mercado esperava contração de 0,1% no mês e alta de 0,8% na comparação anual

    Indústria
    Indústria Rebecca Cook

    Do CNN Brasil Business*

    produção industrial registrou variação de 0,1% na passagem de outubro para novembro, após avançar 0,3% no mês anterior, disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (5).

    Com esses resultados, o setor ainda se encontra 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,5% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, diz a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

    Na comparação com novembro de 2021, o setor registra crescimento de 0,9%. No ano, a indústria acumula queda de 0,6% e, em 12 meses, de 1%.

    O mercado esperava contração de 0,1% no mês e alta de 0,8% na comparação anual, segundo pesquisa da Reuters.

    Setor mostra fraqueza

    A indústria mostrou fraqueza no final de 2022 uma vez que, assim como o restante da economia, passa a sentir com mais intensidade o aumento da taxa de juros e a desaceleração da economia global.

    Dos cinco resultados negativos apresentados no ano passado até novembro, quatro foram registrados a partir de junho.

    “Nos últimos seis meses, foram quatro resultados negativos, do total de cinco que tivemos até agora para 2022. Isso mostra o setor girando em torno de um mesmo patamar, mas com um viés negativo, já que a média móvel trimestral está em queda pelo quarto mês seguido e mostra uma trajetória descente muito clara”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Em novembro, as maiores influências negativas para o resultado do mês foram exercidas pela indústrias extrativas (-1,5%) e pela de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%) –nesse caso relacionado à produção de eletrodomésticos da linha marrom, especialmente televisores.

    “Não se pode tirar de vista que a economia mostra sinais de perda de intensidade, com taxas de inadimplência em patamares altos, taxa de juros em elevação, e, especialmente os bens de consumo duráveis, embora tenham uma associação também com a renda, têm também uma relação direta com a evolução do crédito”, destacou Macedo.

    Entre as categorias econômicas, a única taxa negativa aconteceu em bens de consumo duráveis (-0,4%), no terceiro mês consecutivo de queda.

    Por outro lado, os produtores de bens de capital (0,8%), de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) e de bens intermediários (0,4%) registraram expansões em novembro.

    *Publicado por Ligia Tuon / com Reuters