Saiba como serão as novas regras do Pix para devolução em casos de fraude
Novo mecanismo do Banco Central permite rastreamento automático de transferências fraudulentas, prometendo reembolso em até 11 dias após contestação
O Banco Central anunciou uma significativa atualização no sistema de segurança do Pix, implementando novas regras para o MED (Mecanismo Especial de Devolução). O aprimoramento visa facilitar a recuperação de valores em casos de fraudes, golpes ou coerção, permitindo um rastreamento mais eficiente das transferências suspeitas.
A analista de economia Débora Oliveira explicou, no Live CNN, que com a nova versão do MED, o sistema passa a rastrear automaticamente o trajeto percorrido pelo dinheiro entre diferentes instituições financeiras. Esta automação representa um avanço significativo em relação ao processo anterior, que exigia verificações manuais e comunicações mais lentas entre os bancos.
Processo mais ágil e eficiente
O novo mecanismo permite que as instituições financeiras compartilhem informações de forma instantânea, facilitando o monitoramento de recursos, frequentemente divididos em várias contas para dificultar o rastreamento. Especialistas estimam que esta atualização pode reduzir em até 40% o número de fraudes bem-sucedidas no sistema.
A principal mudança para os usuários é a possibilidade de reembolso em até 11 dias após a contestação, um prazo significativamente menor em comparação com o sistema anterior, que poderia levar meses para resolver casos de fraude. A nova versão do MED já está disponível desde 23 de novembro e se tornará obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.
A atualização representa mais um passo na evolução do Pix, que se tornou o meio de pagamento preferido dos brasileiros desde seu lançamento. O sistema tem se destacado pela praticidade em diversas situações do cotidiano, desde pequenas transações até pagamentos de maior valor, consolidando-se como referência inclusive para outros países.


