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    Sem dólares, Argentina vai afrouxar regras cambiais para turistas

    Após anos de inflação desenfreada e uma crise financeira em espiral, o banco central argentino precisa aumentar suas reservas com urgência

    Walter Bianchida Reuters

    A Argentina permitirá que turistas estrangeiros troquem dólares a uma taxa significativamente mais alta do que a disponível anteriormente, disse o Ministério da Economia nesta quinta-feira, já que o país conta com reservas em moeda estrangeira esgotadas.

    “A Argentina precisa dos dólares trazidos pelos turistas”, disse o ministro do Turismo, Matias Lammens, a jornalistas na quarta-feira, antes do anúncio da medida. “Hoje, devido à diferença cambial, muitos desses dólares não entram no banco central.”

    Após anos de inflação desenfreada e uma crise financeira em espiral, o banco central argentino precisa aumentar suas reservas com urgência. Com rígidos controles cambiais, muitos argentinos e turistas ignoram completamente o câmbio formal, comprando ou vendendo dólares no mercado negro.

    Atualmente, os dólares valem mais que o dobro do seu valor em pesos argentinos no mercado negro do que na cotação oficial.

    A medida do banco central do país vai permitir aos turistas estrangeiros vender dólares à taxa dos mercados financeiros, conhecida por MEP, muito mais próxima da taxa do mercado negro.

    “Estamos trabalhando para que os turistas efetivamente liquidem esses dólares (…) no mercado formal de câmbio”, disse Lammens.

    Os turistas estrangeiros poderão vender até US$ 5.000 em entidades autorizadas, apresentando o documento de identificação usado para entrar no país, informou o Ministério da Economia.

    Os operadores de câmbio devem exigir uma declaração juramentada do cliente atestando que a pessoa é turista e que, nos últimos 30 dias e no grupo de entidades, não realizou operações que ultrapassem o equivalente a US$ 5.000 dólares, disse o banco central .

    (Reportagem de Walter Bianchi, reportagem adicional de Eliana Raszewski; Redação de Carolina Pulice; Edição de Aurora Ellis)