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    Setor de construção civil projeta aquecimento para início de 2024 

    Na análise da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, com a chegada das eleições municipais, a tendência é que os empreendimentos públicos aumentem

    Prédios em construção: No ano, a instituição prevê que o crescimento do setor deva ficar em 1,3%.
    Prédios em construção: No ano, a instituição prevê que o crescimento do setor deva ficar em 1,3%. 27/11/2020REUTERS/Pilar Olivares

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília 

    A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) projeta um aquecimento nas obras e construções no primeiro semestre de 2024, impulsionado pelas obras de prefeituras. Na análise da instituição, com a chegada das eleições municipais, a tendência é que os empreendimentos públicos aumentem.

    “Até junho, as prefeituras estarão inaugurando novas obras. Elas querem mostrar serviço. Deve ter um primeiro semestre ativo de obras públicas, as municipais em especial”, disse o presidente da Cbic, Renato Correia, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (8).

    No ano, a instituição prevê que o crescimento do setor deva ficar em 1,3%.

    Segundo a Cbic, um conjunto de fatores podem alavancar o setor em 2024. Entre eles, a queda na taxa básica de juros que estimula mais investimentos, o início da produção de unidades da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, e o incremento de 50% nos saldos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

    Mesmo assim, Renato Correia alertou para a queda no número de novos empreendimentos. Na avaliação dele, o setor corre o risco de fechar o ano sem projetos novos. Isso impacta, especialmente, em financiamentos, tendo em vista que a grande maioria dos bancos dão melhores condições de empréstimos para compras de imóveis novos.

    “Os estoques (de novos lançamentos) estão baixos. Se ninguém lançar nada no Brasil hoje, em 10.4 meses não tem imóvel em construção para ser adquirido. É um estoque muito baixo”, disse.

    Segundo ele, o resultado é um aumento nos valores dos empreendimentos acima da inflação. Correia explica que, houve uma desaceleração em 2023 e, portanto, uma tendência de recuperação de margem das empresas.

    “As empresas deixaram de lançar por conta da margem. Agora, há necessidade de recuperação de margem, se não, não vai ficar saudável para as empresas ofertarem imóveis”, apontou.

    Desaceleração em 2023

    De acordo com a Cbic, a construção civil deve fechar o ano em queda de 0,5%. A instituição aponta que o principal motivo da desaceleração são as altas taxas de juros.

    O fim do ciclo de pequenas reformas, que teve um boom durante a pandemia e desacelerou em 2021 e 2022, também é um dos fatores para a queda.

    No fim de 2022, a expectativa era de alta de 2,5%, que foi revista para 1,5% em julho. Mas, com uma retração de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) setorial no  3º trimestre, a instituição viu os números caírem.

    “O setor, em 2023, sofreu os reflexos de uma economia marcada pelas elevadas taxas de juros, pela demora na divulgação das novas condições do Programa Minha Casa, Minha Vida e pela desaceleração de pequenas obras e reformas. As atividades de Construção de Edifício, e os Serviços Especializados para Construção, continuaram crescendo, mas em ritmo inferior ao registrado em 2022”, aponta a Cbic.