
TFFF e REDD+ gerariam até 60% dos recursos para zerar desmatamento até 2030
Durante Pré-COP, a ministra Marina Silva disse que o fundo florestal e o mecanismo para compensar emissões de carbono produzem cerca de US$ 9 bilhões anuais

A ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) e o mecanismo REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) representam 60% do financiamento necessário para zerar o desmatamento até 2030. A fala de Marina se deu durante evento da Pré-COP, reunião preparatória da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas).
Segundo Marina, ambos os dispositivos têm capacidade de produzir cerca de US$ 9 bilhões anuais para a proteção das florestas. A ministra acrescentou que se trata de uma contribuição “essencial” para o GST (sigla em inglês para Balanço Global), mecanismo que avalia o progresso da implementação das metas climáticas do Acordo de Paris.
TFFF
“Não se trata de doação, mas de investimento”, disse Marina sobre o TFFF. O fundo, de acordo com ela, pode beneficiar mais de 70 nações tropicais, gerando cerca de US$ 4 bilhões por ano – o que representa quase três vezes o volume atual de financiamento internacional para florestas.
Durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um investimento de US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 5,3 bilhões) no fundo.
Com diferentes fontes de financiamento, o TFFF fará pagamentos e incentivos de longo prazo aos países que assegurarem a conservação de suas florestas.
REDD+
Citado por Marina como um complemento ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, o REDD+ funciona como um pagamento para recompensar empresas e países que mantêm estoque de carbono por meio do manejo de florestas ou que reduzam as emissões derivadas de desmatamento.
Em sua fala, a ministra defendeu um fortalecimento do dispositivo por meio de iniciativas como o Fundo Amazônia.


