Vendas no varejo dos EUA sobem mais que o esperado em agosto

Índice subiu 1,2% no mês passado, após uma ⁠queda revisada de 0,5% ​em julho, primeira recuo em nove meses, de acorod com Census Bureau do Departamento de Comércio

da Reuters
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As vendas no varejo dos Estados Unidos se recuperaram mais ​do que o esperado em agosto ​já que as famílias intensificaram as compras de veículos motorizados e fizeram estoques para o novo ano letivo, reforçando a resiliência da economia mesmo com os consumidores cada vez mais preocupados com a inflação elevada.

As vendas no varejo subiram 1,2% no mês passado, após uma ⁠queda revisada de 0,5% ​em julho, primeira recuo em nove meses, informou nesta ​quarta-feira (16) o Census Bureau do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam ⁠que as vendas no varejo — que ⁠são principalmente de bens e não são ajustadas ​pela ‌inflação — avançariam 0,8% após recuo de 0,6% em julho, conforme divulgado ⁠anteriormente.

O aumento do mês passado também refletiu, em parte, os preços mais altos da gasolina, que impulsionaram as receitas nos postos de combustível.

As famílias ‌continuaram ⁠a gastar ‌apesar da inflação persistentemente alta, causada pelo choque nos preços do petróleo e pelas tensões na cadeia de abastecimento decorrentes da guerra liderada ⁠pelos EUA com o Irã.

Os ⁠consumidores, no entanto, tornaram-se mais seletivos e estão buscando produtos com preços mais ‌baixos. O índice de confiança do consumidor se deteriorou neste mês.

Os gastos estão sendo sustentados pelo crescimento constante dos salários e pelos recentes ganhos no mercado de ações. As famílias também estão economizando ‌menos e recorrendo às suas economias.

A força das vendas no varejo, juntamente com as elevadas pressões sobre os preços e ⁠um mercado de trabalho que está recuperando o equilíbrio após oscilações durante grande parte do verão, reforça ainda mais as expectativas do ​mercado financeiro de que o Federal Reserve aumentará a taxa de juros ​nesta quarta-feira.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação subiram 1,4% no mês passado, após queda não revisada de 0,4% em julho.

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