Quem é Leonardo Barchini, novo ministro da Educação

Com extensa trajetória na administração pública, Barchini assume pasta no lugar de Camilo Santana

André Nicolau, da CNN Brasil
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Anunciado recentemente como o novo ministro da Educação, Leonardo Barchini, 50, assumiu nesta quinta-feira (2) a pasta no lugar de Camilo Santana, que deixou o cargo para se dedicar às eleições de outubro.

Analista de carreira por mais de 30 anos, Barchini atuou como servidor do CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) desde 2002.

 

Bacharel em direito e mestre em ciências sociais pela UnB (Universidade de Brasília), Barchini possui trajetória extensa na administração pública, sobretudo em áreas da educação, com passagens por diversos postos estratégicos no MEC (Ministério da Educação) em diferentes gestões.

Entre as diversas funções assumidas anteriormente, ele ocupou posições de secretário-executivo e chefe de gabinete de Santana.

Além da experiência federal, Barchini atuou na Prefeitura de São Paulo como secretário de Relações Internacionais e Federativas. No campo acadêmico, é graduado em Direito, mestre em Ciências Sociais pela UnB e doutorando em Governança e Transformação Digital.

Recuperação orçamentária e valorização

Em suas primeiras declarações, o ministro destacou o esforço do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para recompor o orçamento da CAPES. Segundo Barchini, o acréscimo de R$ 2,5 bilhões no primeiro ano da atual gestão foi fundamental para normalizar o pagamento de bolsas e garantir um reajuste histórico.

"Conseguimos dar um aumento de bolsas, após 10 anos, na média, em 70%", afirmou o ministro, reforçando o papel da instituição como um "patrimônio da ciência brasileira", disse.

Defesa da ciência

Durante o lançamento de um selo comemorativo dos Correios pelos 75 anos da CAPES, ocorrido em março, Barchini relembrou os períodos de crise enfrentados pela fundação.

Na ocasião, ele ressaltou que a sobrevivência da instituição se deveu à mobilização da comunidade científica e de professores de universidades públicas contra ataques externos.

O ministro recordou com entusiasmo o início de sua carreira na "menina dos olhos" do MEC, mencionando que sua primeira missão foi organizar uma reestruturação na avaliação da pós-graduação brasileira ao lado de pesquisadores internacionais de alto nível.

“Quando me chamaram para a CAPES eu fiquei muito orgulhoso porque sempre diziam que a CAPES era a menina dos olhos do Ministério da Educação, era um órgão de gente muito legal, era um órgão muito bem-organizado”, contou.

E contou como começou na instituição: "A minha primeira missão foi receber uma delegação de pesquisadores e professores estrangeiros do mais alto gabarito, porque eles iam fazer uma reviravolta, iam revolucionar a avaliação da pós-graduação”, concluiu.