73% do eleitorado vai votar ou em Lula, ou em Flávio, diz Murilo Hidalgo
Diretor do Instituto Paraná Pesquisas afirma que eleição presidencial deve ser acirrada, com cerca de 8% do eleitorado podendo decidir o resultado do segundo turno
Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas indica que os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somados aos de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual primeiro turno das eleições presidenciais totalizam 73% dos brasileiros aptos a votar. Os dados foram apresentados por Murilo Hidalgo, diretor do instituto, durante entrevista ao CNN 360°.
Segundo o levantamento, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33,1%. Hidalgo destacou que esse cenário demonstra a continuidade da forte polarização política no país, deixando pouco espaço para candidaturas de terceira via.
Eleição acirrada em perspectiva
O diretor do instituto ressaltou que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, cerca de 8% do eleitorado seria decisivo para o resultado final. "Nós teríamos aí em torno de 8% do eleitorado que eu diria que vai decidir essa eleição. Por isso que a gente vai ter uma eleição muito equilibrada, ao meu ver, como foi a passada", afirmou Hidalgo.
O especialista explicou que esse grupo de eleitores indecisos não deve migrar integralmente para um único candidato, mas se dividirá entre as opções disponíveis. "Isso, não tenho dúvida, que nós teremos uma eleição muito, muito disputada, como foi a passada", completou.
Desafios para a terceira via
A pesquisa também apontou dificuldades para candidaturas alternativas aos polos representados por Lula e pelo campo bolsonarista. Segundo Hidalgo, o cenário é semelhante ao das eleições anteriores, com um eleitorado "muito pequeno" disponível para candidatos da chamada terceira via.
"Para esse candidato da terceira via, como na eleição passada, num primeiro momento, eu vejo muito difícil. Vai ter que ser uma campanha muito assertiva", analisou o diretor do instituto. Ele também mencionou que os desarranjos políticos nos estados brasileiros podem comprometer a viabilidade dessas candidaturas alternativas.


