Caiado: fim da escala 6x1 é proposta eleitoreira e populista
Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Goiás também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou de audiência nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto por Washington

Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar, nesta quarta-feira (8), a proposta em tramitação no Congresso que acaba com a escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a mudança tem caráter eleitoreiro e populista com o intuito de reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“[Estão] dando a vocês dois meses para configurarem um 5x2 porque está antes do dia 4 de outubro. Pressão de toda maneira para passar. Não interessa se vai quebrar [o setor produtivo], isso é secundário, ele quer ganhar a eleição”, disse.
Em outras oportunidades, o pré-candidato declarou que o modelo mais moderno seria permitir que cada trabalhador e empregador negociem a quantidade de horas trabalhadas de acordo com a produtividade e a eficiência.
Caiado também fez críticas à política de segurança pública do atual governo, do qual acusou de "ter o DNA da corrupção". “O PT é conivente com narcotráfico”, completou.
O ex-governador de Goiás falou sobre outro adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou de uma audiência nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto pelo governo americano ao Brasil.
“Um candidato, com respeito ao Flávio, em que se coloca em uma sessão nos EUA é inaceitável isso; inaceitável que num primeiro momento, onde eles desenham circunstâncias de tributação ao Brasil”.
As declarações foram dadas durante evento organizado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em Brasília.
Na ocasião, Caiado recebeu um documento com demandas do setor. Também foram convidados para o encontro os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo). Flávio e Lula não compareceram, alegando outras agendas.
No material entregue aos presidenciáveis, a CNC defende “isonomia tributária e concorrencial” entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras, com o argumento de que eventuais desonerações para grupos internacionais precisam vir acompanhadas de mecanismos equivalentes para empresas brasileiras.
"O Brasil precisa avançar com decisão, agenda que inclua modernização do estado, simplificação regulatória e acesso ao crédito", disse Luiz Carlos Bohn, vice-presidente da Confederação.
O documento também pede o endurecimento no combate à pirataria, ao contrabando e ao descaminho. A entidade quer penas mais duras, rastreabilidade digital integrada entre Receita, polícias e marketplaces e responsabilização solidária de plataformas digitais por anúncios de produtos falsificados.
Com tais medidas, a CNC quer elevar o custo da ilegalidade e reduzir a assimetria que, na avaliação do setor, pressiona o comerciante formal.


