Campanha de Lula pede ao TSE suspensão de canal pró-Flávio no Whatsapp
Nunes Marques suspendeu por 48 horas o canal "Exército do Lula"; petistas agora pedem "isonomia" e bloqueio do canal "Tropa do Flávio"

Após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspender o canal "Exército do Lula" por 48 horas, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Corte "isonomia" e a adoção de igual medida contra o canal pró-flávio "Tropa do Flávio".
O pedido foi encaminhado nesta quarta-feira (14) ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Na véspera, ele reconheceu o registro do "Exército do Lula", mas determinou a suspensão do canal de WhatsApp por dois dias.
A campanha de Lula argumenta que o canal pró-Flávio também foi indicado à Justiça Eleitoral recentemente e deveria cumprir a suspensão de 48 horas.
"Em situação materialmente comparável, o canal denominado 'Tropa do Flávio', vinculado à mobilização eleitoral em favor do candidato Flávio Bolsonaro, teve a informação correspondente apresentada também somente em momento posterior, sem que lhe fosse imposta a mesma consequência de suspensão por 48 horas", aponta.
"O que se exige de um candidato deve ser exigido do outro. O que se sanciona em relação a um canal deve receber resposta equivalente quando reproduzido, em condições juridicamente comparáveis, pelo canal adversário", completa.
O time jurídico de Lula afirma que a "isonomia eleitoral não pode ser restaurada apenas depois da eleição" e "deve ser assegurada enquanto a competição ainda está em curso".


