Em vídeo, Castro confirma desistência de pré-candidatura ao Senado pelo RJ
Decisão já era esperada pela cúpula do PL; ex-governador foi alvo de operações da Polícia Federal envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) oficializou nesta quinta-feira (28) a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições deste ano.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro disse que a decisão tem como objetivo "focar completamente" em sua defesa. O ex-governador foi alvo de operações da PF (Polícia Federal), uma delas envolvendo o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador disse ter tomado a decisão "mais difícil" de sua vida.
"Eu resolvi tomar a decisão mais difícil da minha vida e ela é a mais difícil porque durante toda a minha trajetória, como assessor, como vereador, como vice-governador, como governador, eu jamais fugi de briga alguma, jamais fugi de luta alguma, mas também, eu tenho que entender que momento a gente vive, como são as coisas e em que momento elas estão da vida", afirmou.
Ele, no entanto, disse que esse não é o encerramento de sua carreira política: "Somente dou um passo necessário, com humildade, com tranquilidade, com a certeza de estar fazendo o correto nesse momento tão difícil".
"Resolvi tira-la [a pré-candidatura] para que eu possa focar completamente na minha defesa. Vocês sabem, eu sou advogado e eu já analisei, sobretudo esses dois processos. Não tenho dúvida que a verdade será esclarecida. Não tenho dúvida que as meias verdades cairão. Mas para isso eu preciso de tempo", acrescentou.
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Castro vinha sendo cobrado por lideranças partidárias para que deixasse a disputa, na tentativa de evitar ainda mais desgaste para Flávio Bolsonaro (RJ), senador e pré-candidato do PL à Presidência da República — que também foi citado em notícias envolvendo Vorcaro e o Banco Master.
Como mostrou a CNN, o PL avalia dois nomes para substituir Castro na disputa ao Senado pelo Rio: o líder do partido na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante; e o deputado Carlos Jordy, que é autor de um pedido de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar as fraudes do Banco Master.


