Eleições 2026: Tarcísio forma palanque com 12 partidos; Haddad com 7
Coligação maior dá a Tarcísio de Freitas vantagem no horário eleitoral de rádio e TV nas eleições de 2026; a apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau
Com as eleições de 2026 se aproximando, os dois principais pré-candidatos à Presidência da República já consolidam suas bases partidárias. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do Republicanos, formou palanque com 12 partidos, enquanto Fernando Haddad (PT) conta com o apoio de 7 legendas. A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°.
Vantagem no horário eleitoral
Segundo Venceslau, a diferença no número de partidos representa uma vantagem concreta para Tarcísio de Freitas, no chamado "palanque eletrônico" — o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
"Em geral, quem tem a máquina na mão tem mais facilidade de formar grandes coligações", afirmou Venceslau. O critério que define o tempo de TV é o tamanho das bancadas eleitas em 2022, e Tarcísio reúne alguns dos maiores partidos da Câmara dos Deputados em sua coligação.
Os partidos ao lado de Tarcísio de Freitas são: Avante, MDB, Podemos, PP, União Brasil, PL, PSD, Novo, PRDB, PRD, PSDB e Cidadania. Já Fernando Haddad conta com as mesmas legendas que compõem o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e PSOL — todas de esquerda ou centro-esquerda.
Segundo Venceslau, isso garante a Haddad "um tempo menor, mas ainda assim considerável" no horário eleitoral.
As gravações para o horário eleitoral já tiveram início nas duas pré-campanhas. De acordo com Venceslau, os candidatos precisam ter o material produzido com antecedência, pois o horário eleitoral começa oficialmente em agosto.
"Já estão começando a captar imagens, a preparar material para que essa campanha eletrônica comece para valer", disse o analista.
Divisão da direita pode comprometer projeto no Senado
A fragmentação das candidaturas de direita ao Senado Federal é um dos principais desafios para o campo conservador em 2026. Venceslau apontou que houve uma "proliferação de candidaturas" que pode facilitar a eleição de candidatos de esquerda em estados estratégicos.
Em São Paulo, por exemplo, três nomes da direita — Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), e Ricardo Salles (Novo) — disputam apenas duas vagas, o que pode abrir caminho para Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (Rede).
A situação se repete em outros estados. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos), devem dividir votos com um terceiro nome do União Brasil. Em Santa Catarina, o PL insistiu em uma chapa com Carlos Bolsonaro e Carol Detoni, excluindo Esperidião Amin (PP), que se lançou candidato por conta própria.
Em Goiás, quatro candidatos da direita — Gustavo Gayer e Oséias Varão, ambos do PL, Gracinha Caiado (União Brasil), e Vanderlan Cardoso (PSD) — disputam as duas vagas disponíveis.
No Paraná, cinco nomes do campo conservador concorrem ao Senado: Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Alvaro Dias (MDB), Alexandre Curi (Republicanos), e Cristina Graeml (PSD). Em Roraima, a disputa envolve Nicoletti (PL) Hélio Lopes (PL), e dois representantes do União Brasil.
Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL), Marcelo Aro (PP) e Carlos Viana (PSD), já estão no páreo, com a possibilidade de Aécio Neves (PSD) também disputar uma vaga no Senado ou na Câmara dos Deputados.
Rogério Marinho (PL) ainda tenta reduzir o número de candidaturas e formar alianças mais enxutas nos estados, mas o prazo para isso se esgota no dia 5 de agosto.
Para Venceslau, essa dificuldade representa um obstáculo adicional ao projeto de ampliar a bancada de direita no Senado a partir de 2027.


