Em meio a farpas, PT e PSB tentam acordo no DF
Com prazo para registro de chapas, DF é unica Unidade Federativa que não tem partidos de Lula (PT) e Alckmin (PSB) coligados

Há poucos dias da data final para o registro de candidaturas, marcado para a próxima segunda-feira (16), o Distrito Federal segue como a única unidade da Federação em que os partidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) não estão coligados.
O candidato ao governo pelo PSB, Ricardo Capelli, afirmou à CNN Brasil que tem buscado a unidade da esquerda no DF e ofereceu a vaga de vice-governador para Leandro Grass — homônimo pelo PT.
"Eu também busco a unidade da esquerda e ofereci a vice pro Grass. Temos até dia 15", disse Capelli. "Amanhã 10h vou anunciar vice e Senado. Mas até dia 15 tem diálogo", completou.
Na última terça-feira (11), Grass foi questionado sobre a ausência de PSB na chapa em sabatina promovida pelo Correio Braziliense.
"Está faltando o PSB com a gente, a gente quer o PSB conosco, o PSB é importante, é o partido do nosso vice-presidente", argumentou.
Ainda segundo o candidato, a vaga de vice chegou a ser oferecida ao PSB.
"Oferecemos a vice. Queríamos o PSB nesse lugar. Não avançamos na negociação", disse Grass.
Em nota enviada à CNN Brasil, o presidente do PT no DF, Guilherme Sigmaringa, afirmou que o partido trabalha "pela unidade das forças progressistas" e disse acreditar que o PSB não optará pelo isolamento no pleito.
"Desde o começo, o PT vem trabalhando pela unidade das forças progressistas no DF. Tanto é assim que hoje temos consolidada uma coligação formada por seis partidos em torno de um projeto, tendo Leandro Grass a frente. Nesse sentido, pensando na manutenção da unidade já construída e respaldado pelos resultados das pesquisas eleitorais, não há por que cogitar outro nome para conduzir a oposição nesse processo eleitoral."
"E mais: seguimos acreditando que o PSB não irá optar pelo isolamento e, por responsabilidade com a população do DF, chegará o momento que se juntará ao conjunto desses seis partidos", completa o comunicado.
Outro acordo gerou ruído entre o campo progressista no Distrito Federal.
A Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — decidiu não lançar as duas candidaturas do PCdoB à Câmara dos Deputados.
Na última terça-feira (11), o partido lançou nota apresentando a então pré-candidata à deputada distrital pelo PCdoB, Bere Darc, para compor a chapa com Grass, após perder as vagas na corrida eleitoral à Câmara dos Deputados pela Federação.
Em nota, o PCdoB afirmou que a indicação "faz parte das negociações políticas em curso no âmbito da Federação Brasil da Esperança e reafirma a disposição do PCdoB de construir a unidade com reciprocidade, respeito entre os partidos e equilíbrio na composição da chapa majoritária e proporcional".
"Diante dos fatos de conhecimento político dentro de nossa Federação, não abriremos mão de seu nome", reafirmaram.
Fontes informaram à CNN Brasil que não há negociação com o PCdoB para a vaga de vice na chapa petista. Segundo interlocutores, o partido não queria perder as vagas, foi uma decisão da Federação dá-las para o PT.
Segundo o PT, o nome de Dora Gomes (PV) foi definido anteriormente e a candidata do PCdoB não havia sido apresentada até a divergência.
Também candidato, Capelli disse à CNN Brasil que a situação em que o partido foi colocada é "inacreditável" e afirmou que o PT teria proibido uma candidatura a federal do partido comunista.
A CNN Brasil procurou o PCdoB no Distrito Federal, mas até o momento não recebeu um retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder


