Em MG, Zema fala sobre terras raras e defende produção de super ímãs

Candidato defende conciliar preservação ambiental e crescimento econômico e propõe usar minerais estratégicos como instrumento de negociação comercial

Vitor Oliveira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira (22) a conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, afirmando que o Brasil deveria ampliar o processamento de minerais estratégicos antes de exportá-los.

Zema defendeu que o Brasil não se limite à exportação de minério bruto. O candidato afirmou que pretende estimular a agregação de valor à produção. Segundo ele, a estratégia deveria envolver desde a extração e o beneficiamento até a industrialização.

"Nós não vamos exportar o minério, nós vamos exportar o super ímã", afirmou.

Zema também sugeriu que produtos industrializados a partir desses minerais poderiam ser utilizados como instrumento de negociação comercial com outros países.

"A União Europeia coloca uma série de obstáculos para comprar proteína e produtos agrícolas do Brasil. Vamos falar para acabarem com os obstáculos porque senão nós não vamos oferecer super ímãs. Temos a faca e o queijo na mão", disse.

Segundo Zema, a degradação ambiental estaria associada, em parte, à ausência de desenvolvimento econômico e de uma cultura de preservação. "Desenvolvimento econômico e ambiental caminham lado a lado", afirmou.

Zema também citou a atuação do governo mineiro após os rompimentos das barragens de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019. Ele disse que Minas Gerais aplicou "as maiores multas da história, até mesmo da humanidade" contra empresas que poluíram e afirmou: "Aqui em Minas, quem polui paga caro. Existe o caminho correto, que é o que nós queremos fazer no Brasil".

A empresa Samarco Mineração foi condenada a pagar um total de R$ 7,2 milhões: cerca de R$ 6 milhões em multa penal e R$ 1 milhão ao Fundo Nacional do Meio Ambiente pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, na cidade de Mariana, em Minas Gerais. Além disso, a companhia fica proibida de contratar com o poder público por dez anos.