"Toda eleição eu fico preocupado", diz Lula à CNN

Durante viagem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU, presidente afirmou que pleito deste ano será uma escolha entre "democracia ou barbárie"

Tiago Tortella e Lucas Schroeder, da CNN Brasil, Filipe Pereira, da CNN Brasil*, São Paulo
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Questionado pela âncora da CNN Christiane Amanpour sobre a disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (21), que sente preocupação ao longo de cada eleição que disputa.

"Toda eleição eu fico preocupado, porque a gente só sabe os resultados depois da apuração", disse o chefe do Executivo.

A entrevista foi concedida durante a viagem do político brasileiro aos Estados Unidos para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Pela tradição, o brasileiro será o primeiro líder de Estado a discursar na abertura do encontro, que acontece nesta terça-feira (22).

O questionamento sobre o pleito se deu em um contexto de comparação entre o posicionamento de Lula nas pesquisas deste ano e o mesmo período nas eleições de 2022. À época, o petista estava numericamente à frente de seu principal concorrente, o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao afastar a possibilidade de preocupações com a proximidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas, o presidente declarou que o pleito deste ano seria uma escolha entre "democracia ou barbárie".

"O dado concreto é o seguinte, o que está em jogo hoje no Brasil não é mais coisa de pessoas entre pessoas, partidos entre partidos. O que está em jogo hoje é uma escolha que o povo brasileiro vai ter que fazer: ou a democracia ou barbárie; ou uma política de conservação da natureza ou o desmatamento; ou uma política de inclusão social ou deixar os pobres abandonados; ou o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura", completou.

Na sequência, Lula afirmou estar "confortável" com o processo eleitoral e "ter consciência de que vai ganhar essas eleições" porque o Brasil, segundo ele, "precisa da democracia". O presidente também voltou a defender a lisura do processo eleitoral e das urnas eletrônicas.

"A nossa urna é uma urna muito séria. Aliás, o mundo inteiro deveria adotar o sistema eletrônico do Brasil. Porque é um país que tem 160 milhões de eleitores em 27 estados, ou seja, quando termina a eleição, uma hora depois, a gente já sabe o resultado das eleições em todo o mundo. Não tem nenhum problema de contestação nas nossas eleições", finalizou.

*Sob supervisão de João Ker