Flávio defende texto alternativo ao da PEC que trata do fim da jornada 6x1

Candidato à Presidência defende que seja adotado um modelo em que a remuneração seja feita por hora trabalhada

Manoela Carlucci e Gustavo Zanfer, da CNN Brasil, São Paulo
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O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), defendeu neste domingo (29) um texto alternativo à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da jornada 6x1.

Flávio defende que seja adotado um modelo em que a remuneração seja feita por hora trabalhada. A declaração foi dada em São Paulo depois do encontro entre o candidato do PL e o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro.

"Nós vamos fazer muito melhor para os trabalhadores brasileiros. Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga de horário, como é que vai trabalhar", disse em conversa com jornalistas em São Paulo.

Segundo o presidenciável, essa medida se baseia no fato de que as pessoas não dispõem todas da mesma quantidade de horas disponíveis para o trabalho:

"Tem muita mulher, por exemplo, que não tem condição de trabalhar oito ou sete horas por dia, pode trabalhar só quatro horas porque não tem com quem deixar seus filhos. Nossa proposta alternativa a essa, que vai ser uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos, mas por horas trabalhadas", afirmou.

PEC 6x1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou no último dia 21, a PEC que prevê o fim da jornada 6x1 à CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Casa Legislativa.

A relatoria da PEC sobre o fim da jornada 6x1 está com o senador Omar Aziz (PSD-AM). De acordo com o parlamentar, a intenção é evitar que o texto precise retornar para analise dos deputados. Se for aprovado pelo Senado sem mudanças, o texto poderá seguir diretamente para promulgação.

A oposição planeja fazer um pedido de vista, ou seja, de mais tempo para a análise, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para adiar a votação da matéria.

Governistas, no entanto, avaliam que o movimento pode ser perigoso tão próximo das eleições, considerando o apelo popular da proposta.