Flávio e Caiado conversaram sobre governador mudar de partido

No encontro ocorrido em Brasília, o goiano ouviu sobre o interesse da oposição à Lula por candidaturas múltiplas

Manoela Carlucci, da CNN Brasil, São Paulo
O governador Ronaldo Caiado e o senador Flávio Bolsonaro  • Reprodução
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conversaram sobre a troca de partido do chefe do Executivo goiano.

No encontro ocorrido em Brasília, poucos dias antes de Flávio viajar para Israel, Caiado ouviu sobre a estratégia de pulverização da direita no primeiro turno presidencial. O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN) -- escolhido para coordenação da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro -- também teria participado da conversa, por chamada de vídeo, conforme informaram fontes à CNN.

A ideia citada à Caiado é a de candidaturas múltiplas -- que vem sendo defendida por grande parte dos já pré-candidatos em oposição à Lula. Na ocasião, Marinho e Flávio teriam citado como exemplo a eleição chilena e o desenho traçado pela oposição para derrubar Gabriel Boric.

O governador, por sua vez, teria explicado sua situação no União Brasil, que firmou federação com o PP. Ele reafirmou para Flávio sua vontade em concorrer à Presidência, mas explicitou a vontade de mudar de partido, uma vez que a candidatura ainda era incerta pelo União.

O anúncio da mudança de partido ocorreu na última terça-feira (27), quando Caiado publicou um vídeo ao lado dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) e do Paraná, Ratinho Junior (PSD).

“Ao lado desses dois colegas, governadores muito bem avaliados, nós iremos disputar essa eleição em 2026. Aqui não tem interesse pessoal, aquele que for escolhido, o que sair daqui candidato terá apoio dos demais”, disse o goiano em um vídeo publicado.

À CNN, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o governador é um dos "melhores quadros da política brasileira" e que a disposição por candidaturas à Presidência dos integrantes de seu partido "fortalece a democracia".