Gleisi defende candidatura de Haddad em São Paulo
Ministra diz que campo progressista precisa “vestir a camisa” para enfrentar a extrema direita no maior colégio eleitoral do país

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a defender, nesta quarta-feira (28), que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato nas eleições de 2026 pelo estado de São Paulo. Em declaração a jornalistas, Gleisi afirmou que o campo progressista precisa “vestir a camisa” e escalar seus melhores quadros para enfrentar a chamada “extrema-direita” nas disputas estaduais.
Segundo a ministra, todos os integrantes do governo com força política eleitoral devem considerar a disputa deste ano como um compromisso com a defesa da democracia e do projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nós não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar a governar este país”, afirmou Gleisi, enfatizando a importância de mobilização ampla dos quadros do PT e aliados.
Haddad, que chefia o ministério da Fazenda desde o início do governo Lula, tem sido apontado como uma das principais apostas petistas para disputar tanto o governo estadual quanto uma vaga no Senado por São Paulo.
A possibilidade da candidatura tem gerado debate interno no partido, com setores argumentando que sua participação pode fortalecer o palanque de Lula à reeleição no maior colégio eleitoral do país.
Apesar das pressões, Haddad ainda não confirmou oficialmente sua intenção de concorrer. Segundo interlocutores, ele tem manifestado a intenção de se dedicar à campanha nacional e ao “trabalho político” nos bastidores, sem necessariamente disputar um cargo eletivo.
A definição sobre seu futuro político deverá ocorrer após o retorno do ministro de uma viagem oficial no fim de fevereiro, quando a agenda de desincompatibilização para eventuais candidaturas começará a avançar.
A fala de Gleisi ocorre em meio a uma estratégia mais ampla do PT e do governo para reforçar palanques estaduais e garantir competitividade em disputas consideradas centrais para a continuidade dos projetos políticos da coalizão de centro-esquerda.


