Ao menos 11 governadores já deixaram cargos para disputar eleições

Prazo de desincompatibilização também é válido para ministros de Estado; pela legislação, ocupantes de cargos no Executivo federal e estadual precisam deixar as funções até 4 de abril se quiserem disputar as eleições

Da CNN Brasil, Brasília
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Terminou neste sábado (4) o prazo para que chefes do Executivo federal e estadual deixassem seus cargos caso quisessem disputar as Eleições Gerais de 2026. Pela legislação, os ocupantes desses postos precisam deixar as funções seis meses antes do pleito.

Prevista na Constituição, a regra exige a desincompatibilização para prefeitos, governadores e ministros de Estado. O objetivo é evitar o uso da estrutura pública e a visibilidade do cargo em benefício eleitoral.

Entre os governadores, ao menos 11 já oficializaram a saída dos cargos. A maior parte deve disputar vagas no Senado — caminho mais comum para ex-chefes de Executivo estadual.

Deixam os governos Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES) e Helder Barbalho (PA) – todos com planos de concorrer ao Senado. Já Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) são apontados como pré-candidatos à Presidência.

Wilson Lima renunciou ao governo do Amazonas no final de semana, colocando-sena linha de opções para concorrer a uma das vagas ao Senado pelo estado. A carta foi entregue e publicada em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do estado às 23h00 do último dia de desincompatibilização dos cargos.

João Azevedo renunciou ao governo da Paraíba, que já apareceu na liderança na disputa ao Senado pelo estado. Nas redes sociais, o parlamentar disse nesta segunda-feira (6) que o objetivo da gestão era "entregar resultados que mudam vidas".

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que cogitava disputar o Senado, não deve concorrer após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível por abuso de poder político.

Por outro lado, a maioria dos governadores optou por permanecer no cargo. É o caso de Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), além de outros nomes que devem tentar a reeleição ou concluir o mandato.

Ministros de Estado também precisam cumprir a regra de desincompatibilização. Após reunião ministerial realizada na terça-feira (31) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 17 trocas ministeriais foram feitas.

Os destinos variam entre disputas para a Câmara dos Deputados, o Senado e governos estaduais. Entre os principais nomes estão Fernando Haddad, que deve concorrer ao governo de São Paulo; Marina Silva, ao Senado; e Simone Tebet, também ao Senado.

Geraldo Alckmin, que além de vice-presidente acumulava o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também deixou a pasta para disputar novamente a vice-presidência na chapa de Lula.