Lula já calcula riscos de faltar a último debate antes de 1º turno

Aliados preveem que petista será alvo, mas que prejuízo não é “fatal”; QG vê Flávio tentar "forçar" presença de Lula

Isabel Mega e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calcula os riscos do iminente desfalque ao último debate eleitoral antes do 1º turno, da TV Globo, e afirma a aliados não ver um "prejuízo fatal" na eleição.

A avaliação é de que Lula se tornará alvo dos presentes, assim como aconteceu em outras eleições em que os líderes das pesquisas também não foram. A campanha petista, no entanto, também aposta na atuação de candidatos da chamada 3ª via para atacar seu principal opositor, Flávio Bolsonaro (PL).

A campanha de Lula viu na confirmação de Flávio de que participará uma tentativa de “pressionar” o petista. Para seu entorno, o senador tenta “forçar” a presença do presidente e ao mesmo tempo evitar que Renan Santos (Missão) seja convidado para o debate.

O QG de Lula vê o tom belicoso de Renan como uma ameaça a Flávio. A campanha do candidato do Missão fala, nos bastidores, que Flávio só irá ao debate caso o empresário não compareça.

O aconselhamento de uma parte de integrantes da campanha era para que Lula comparecesse, mas o presidente já tinha se queixado com aliados sobre o modelo dos debates, que considera "caduco". Outra ala do PT defendia que era melhor esperar e deixar para o mandatário comparecer somente no segundo turno.

Lula deve dar a resposta final à TV Globo até esta terça-feira (29), mas aliados não veem possibilidade de o petista mudar de decisão.

Nos últimos dias, Lula voltou a se queixar com auxiliares sobre as regras impostas pelas emissoras. Segundo relatos, o petista comentou que as normas restringem falas e que poderia falar em um bloco, levar "pancada" na maior parte do tempo até conseguir falar de novo.