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    Moraes diz que não há discussão no TSE sobre adiar eleições no RS

    Presidente da Corte eleitoral afirmou que não houve nenhum dano estrutural no TRE-RS que impeça a realização do pleito

    O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE
    O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE Luiz Roberto/Secom/TSE

    Douglas Portoda CNN

    São Paulo

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou, nesta terça-feira (21), que não há nenhuma previsão ou discussão para o adiamento das eleições no Rio Grande do Sul.

    “Não há nenhuma previsão, nenhuma discussão, de qualquer adiamento das eleições no RS”, afirmou Moraes.

    “Nós estamos em maio, todas as providências estão sendo tomadas no âmbito do governo do estado do Rio Grande do Sul e do governo federal para obviamente se não o retorno total do que era antes dessa devastação pela inundação, para que haja a normalidade, o retorno do mínimo normal da rotina”, prosseguiu.

    Segundo o magistrado, não houve até o momento nenhum dano estrutural no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) ou nos juízos eleitorais que impeçam a realização do pleito em outubro. O primeiro turno está marcado para o dia 6 do mês.

    “Nós vamos contabilizar as urnas que eventualmente sofreram avarias. Nós temos as urnas em depósito. Nós temos todas as condições para garantir até, esse momento, as eleições normais em todos os municípios do Rio Grande do Sul”, explicou.

    A possibilidade de postergar o pleito ainda não é discutida no Congresso, segundo apurou a CNN com lideranças da Câmara e do Senado.

    No governo federal, segundo Paulo Pimenta, ministro de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, a questão também não está sendo debatida.

    Reserva técnica

    O TRE-RS informou à CNN que conta com uma reserva técnica de urnas eletrônicas prontas para substituir as que foram danificadas pelas chuvas.

    Segundo o TSE, os equipamentos ficam armazenados nas zonas eleitorais, presentes em 140 municípios do estado.

    No depósito de Porto Alegre, havia aproximadamente 15 mil urnas, mas pouco mais de 5 mil seriam utilizadas nas eleições de 2024, sendo as demais de modelos antigos já substituídos, mas ainda sem o processo de descarte concluído.

    A maioria dessas 5 mil urnas estão guardadas em prateleiras altas, o que ajuda que elas não sejam afetadas pelas enchentes.

    Fontes do TSE dizem que só será possível dimensionar o estrago da estrutura e dos aparelhos quando for possível entrar no depósito.