Paes denuncia pressão e oferta de cargos na sucessão do RJ

Segundo ex-prefeito, houve pressão sobre vice e promessa de cargos

Vinícius Murad, da CNN Brasil, São Paulo
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O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que houve pressão política, ameaças e oferta de cargos no contexto da crise sucessória no estado.

Em publicação nas redes sociais, Paes disse que o grupo político ligado ao governo estadual de Cláudio Castro (PL) teria atuado para interferir na linha de sucessão, com tentativas de retirar o então vice-governador, Thiago Pampolha, do caminho para viabilizar mudanças no comando do estado.

Segundo o relato, “iniciaram a missão fazendo pressões e ameaças ao vice-governador e aos negócios do pai dele”.

Paes afirma ainda que, “sem que as pressões surtissem efeito, a cúpula partiu para um misto de agressividade com ameaças e um jogo de ofertas: uma vaga no TCE e o comando da Cedae”.

O ex-prefeito também declarou que, “depois de muita pressão e esgotado com o jogo pesado, o jovem vice-governador entendeu por bem ouvir os apelos do pai e aceitou o acordo”.

As declarações ocorrem em meio a uma crise institucional no estado do Rio de Janeiro, marcada por disputas sobre a linha sucessória e questionamentos judiciais sobre quem deve assumir o comando do Executivo.

O impasse chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o PSD contesta tentativas de alteração da ordem sucessória, após movimentos na Assembleia Legislativa do Rio.

Em meio ao cenário, Paes tem elevado o tom e defendido eleições diretas para a escolha do novo governador. Em outra publicação, afirmou que a crise política no estado é resultado de disputas internas por poder.

A CNN Brasil procurou Thiago Pampolha e Cláudio Castro por posicionamentos a respeito das declarações de Eduardo Paes e aguarda retorno.