Paes evita nacionalizar disputa no RJ e diz que poderia ter ido melhor

Ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo pelo PSD disse que "não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o estado"

Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, Eduardo Paes, evitou nacionalizar a disputa pelo Palácio Guanabara contra o adversário Douglas Ruas (PL) e disse neste domingo (4) que esperava um resultado "um pouco melhor" no primeiro turno.

"Foi um resultado que esperávamos que fosse um pouco melhor nesse primeiro turno, mas a população do estado decidiu que tenhamos um segundo turno, que vai servir para que possamos mostrar de maneira mais clara e evidente, sem a nebulosidade que acompanhou esse primeiro turno, de que luta estamos tratando", disse.

"O que nós estamos discutindo é o estado do Rio de Janeiro e os interesses do Rio de Janeiro, não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o estado do Rio de Janeiro", destacou.

Durante as campanhas, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou apoio a Douglas Ruas. Os dois chegaram a cumprir agenda juntos em diversas ocasiões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, apoiou a candidatura de Paes.

O ex-prefeito agradeceu aos eleitores pelo voto e afirmou que a população do estado "quase foi enganada", ao se referir ao número de votos de Ruas, que liderou a disputa deste domingo.

Segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato do PL obteve 49,27% dos votos, enquanto Paes angariou 42,76%.

"Uma máfia tomou conta do Rio de Janeiro. Graças a Deus a população teve a sabedoria de não permitir uma vitória no primeiro turno. Mais uma vez a população do Rio de Janeiro quase foi enganada e votou num sujeito que ninguém conhece, não sabe de onde veio a partir de um cenário nacional", prosseguiu.

"Obviamente a gente sempre quer ganhar eleição no primeiro turno, mas talvez o destino tenha permitido que tenhamos esse segundo turno porque precisamos colocar os pingos nos is", pontuou.