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    Pesquisa Atlas/CNN: entenda como funciona metodologia do levantamento

    Andrei Roman, CEO do instituto AtlasIntel, contou à CNN as vantagens do Recrutamento Digital Aleatório ante metodologias tradicionais

    Andrei Roman, CEO do AtlasIntel
    Andrei Roman, CEO do AtlasIntel Divulgação/CNN

    Lucas Schroederda CNN São Paulo

    A CNN divulgou, nesta quarta-feira (24), pesquisas de intenção de voto nas duas capitais mais populosas do país – São Paulo e Rio de Janeiro.
    Os levantamentos, produzidos pelo instituto AtlasIntel, são marcados pelo uso de uma metodologia chamada “Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR)”, na qual os entrevistados são selecionados durante a navegação de rotina pela internet.

    Os usuários são geolocalizados a partir de qualquer tipo de dispositivo – smartphones, tablets, laptops ou PCs.

    “Cada vez que um usuário está navegando para ler alguma notícia ou fazer uma compra, por exemplo, ele pode se deparar com um banner de publicidade digital que vai lhe convidar a responder uma pesquisa da AtlasIntel”, explica Andrei Roman, CEO do instituto.

    Em comparação com pesquisas presenciais domiciliares ou em pontos de fluxo (na rua ou pontos de ônibus, por exemplo), a metodologia do Recrutamento Digital Aleatório (RDR) evita o eventual impacto psicológico da interação humana o momento da entrevista.

    Ou seja, o eleitor pesquisado pode responder o questionário em condições seguras de anonimato, sem temer causar uma impressão negativa para o entrevistador ou para pessoas que eventualmente possam estar ouvindo as respostas compartilhadas durante a entrevista.

    “Para lidar com sub-representações e super-representações, comparamos os perfis das pessoas que encontramos na amostra com as dimensões de representatividade para o eleitorado na cidade em que estamos realizando a pesquisa. A partir disso, determinamos um peso para cada respondente”, detalha Andrei.

    Por que o método é confiável?

    “Primeiramente, porque, em ciclos eleitorais anteriores, o método chegou mais próximo do resultado das urnas em comparação a outras metodologias”, afirma Andrei.

    O CEO menciona, por exemplo, o caso da Bahia, estado no qual o AtlasIntel previu os resultados dos dois turnos das eleições para governador em 2022 – feito inédito entre os institutos de pesquisa.

    Além disso, os questionários da Atlas são desenhados para se adaptarem ao tamanho da tela utilizada por quem está respondendo, possibilitando uma coleta intuitiva com foco em usuários de smartphones.

    Esses questionários são validados a partir de verificação por token, impossibilitando a submissão de mais de um questionário para a mesma pessoa. Os IPs (Internet Protocol/Protocolo de Internet, que são os “endereços virtuais” dos usuários) de aparelhos que já submeteram um questionário são automaticamente barrados de responder novas consultas.

    A metodologia da coleta aleatória faz com que o processo seja bem-sucedido, já que a Atlas faz um processo de ajuste amostral para garantir que a metodologia se torne semelhante à distribuição da população brasileira.

    Andrei aponta que o Recrutamento Digital Aleatório permite que o instituto esteja presente (mesmo que remotamente) a áreas remotas do país, muitas vezes negligenciadas pelas metodologias presenciais.

    “Uma penetração maior demonstra ser, de fato, um trunfo, permitindo se chegar em mais lugares no interior do país”, afirma Andrei.