Possibilidade é remota de que Flávio não seja candidato, diz Murilo Hidalgo
Diretor do instituto Paraná Pesquisas cita que ser necessária uma definição sobre a entrada de Tarcísio de Freitas na disputa para eventual mudança
Em entrevista ao CNN 360°, o diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, analisou os resultados da mais recente pesquisa eleitoral de 2026. Segundo Hidalgo, a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) não ser candidato à Presidência da República é bastante remota.
"Para Flávio Bolsonaro deixar de ser candidato a presidente do Brasil, precisa, nesses 65 dias restantes, aproximadamente, da definição, principalmente do Tarcísio, se renuncia ou não o governo de São Paulo, caso ele não renuncie, ele fique inelegível para disputar a Presidência da República, acontecer um fato de grande monta", explicou o diretor.
De acordo com a pesquisa de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com aproximadamente 40% das intenções de voto, enquanto Flávio registra cerca de 33%. Hidalgo destacou que a polarização deve se manter forte, com cerca de 73% do eleitorado dividido entre esses dois nomes no primeiro turno.
Cenário eleitoral e terceira via
Questionado sobre a viabilidade de uma terceira via, Hidalgo avaliou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o nome com mais chances de unir o campo da centro-direita, mas considerou pouco provável sua candidatura. "O governador de São Paulo talvez tivesse o poder de unir todos esses partidos de centro-direita em torno dele. Mas isso é pouco provável que ele venha a ser candidato", afirmou.
O especialista também comentou sobre outros possíveis nomes como Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD), que possuem menor rejeição que Lula e Flávio Bolsonaro, mas são menos conhecidos nacionalmente. "Eles serão muito questionados também sobre os seus governos, que até agora a gente sabe muito pouco também do que acontece nesses estados", observou Hidalgo.
Eleição apertada em 2026
Hidalgo prevê que a eleição presidencial de 2026 será tão disputada quanto a de 2022. "Numa eleição de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, nós teríamos aí em torno de 8% do eleitorado que eu diria que vai decidir essa eleição", explicou.
O diretor do Paraná Pesquisas ressaltou que esse percentual decisivo não irá integralmente para um único candidato, mas se dividirá entre os dois. "Isso, não tenho dúvida, que nós teremos uma eleição muito, muito disputada, como foi a passada", concluiu.


