PT calcula "fator Lulinha" e monitora pesquisas
Segundo apuração da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Live CNN, partido ainda não detectou impacto nas intenções de voto, mas adversários também acompanham possível efeito do escândalo nas eleições
O PT e os adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) monitoram de perto o chamado "fator Lulinha" e seu possível impacto nas pesquisas eleitorais, segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Live CNN.
De acordo com fontes ouvidas pela analista, até o momento não foi registrada nenhuma diferença significativa nas intenções de voto por conta das denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Larissa Rodrigues apurou que tanto o PT quanto as campanhas adversárias estão atentas aos desdobramentos do caso. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, avalia se o escândalo seria suficiente para impulsionar o PL na disputa pelo Palácio do Planalto.
Pesquisa interna do PT não aponta queda
Segundo a analista, fontes dentro do PT relataram que, até o momento, as pesquisas internas do partido não indicam que o eleitorado estaria desistindo do voto em Lula.
"Eles ainda não perceberam muita diferença no que a gente chama de pesquisa interna, de fato de que o eleitorado estaria desistindo desse voto no Lula, pelo menos agora, ainda em agosto, por conta do que foi divulgado até agora sobre o filho", afirmou a Larissa.
Atenção ao Datafolha
Todos os lados aguardavam com expectativa a divulgação de uma pesquisa Datafolha prevista para esta sexta-feira (21). A pesquisa foi realizada nos últimos dias, período em que as denúncias contra Lulinha teriam aumentado de tom, o que torna o levantamento especialmente relevante para avaliar um possível impacto nas intenções de voto.
Larissa Rodrigues também destacou que o escândalo envolvendo o filme "Dark Horse", anterior ao caso Lulinha, foi gradualmente perdendo espaço nos comentários do eleitorado e na mídia. "Teve ali o escândalo, todo mundo começou a falar, mas hoje, depois de um tempo, isso sai um pouco ali dos holofotes", observou a jornalista.
Com cerca de um mês e 15 dias restantes até o primeiro turno das eleições, o PT avaliava se, na ausência de novas denúncias, o eleitorado seria capaz de superar o episódio — uma expectativa que o partido mantinha internamente.


