PT diz que púlpito vazio seria "escárnio" e nega favorecimento por ministra

Coordenador da campanha de Lula critica ministra do TSE por não conceder direito de resposta após publicações que distorceram fala do mandatário

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, negou que a ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), favoreça a sigla e reclamou da atuação da ministra em caso de fala distorcida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Opositores passaram a criticar Aranha por decisão em que proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio com o nome de Lula no debate presidencial – que foi cancelado pela emissora. A ministra teve cargo no governo do petista.

Edinho disse que, caso a ministra não proibisse a emissora, haveria um “escárnio”. “Se Lula avisou há muito tempo que não iria, ao colocar uma cadeira e fazer perguntas para ele ausente, o debate deixa de ser um instrumento de confronto de ideias e passa a ser para constranger um candidato”, argumentou.

O coordenador-geral da campanha de Lula disse, contudo, que a atuação de Aranha prejudicou e irritou o PT nos últimos dias. Edinho reclamou que a ministra não concedeu direito de resposta após opositores distorcerem um discurso do presidente sobre exames ginecológicos.

“Vocês sabem que a fala foi deturpada [...] Essa mesma ministra não julgou algo fundamental para nossa campanha, este nosso pedido, que era restabelecer a verdade. E se ela julgar hoje não não dará tempo de ter direito de resposta. Nossa irritação ontem era grande. E ela não analisou o nosso pedido sequer”, disse.

As falas de Edinho aconteceram em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (2) na capital paulista.