PT quer Alckmin e França em articulação por neutralidade de prefeitos

Campanha de Lula vê brecha para alcançar gestores e avalia que Tarcísio não terá atuação forte para engajar municípios na candidatura de Flávio

Isabel Mega e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aos ex-governadores de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) e Márcio França (PSB) a missão de atuar pela neutralidade de prefeitos do interior paulista.

O estado é prioridade do PT. A avaliação da sigla é de que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, não está tão engajado para trazer a adesão de prefeitos para a campanha do principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Para a campanha petista, se Tarcísio não leva o nome de Flávio para os prefeitos, parte dos chefes municipais vai priorizar o apreço e "carinho" com Alckmin e França em nome da boa relação quando ambos governaram o estado.

Com a neutralidade, a aposta é em uma influência menor dos prefeitos sobre o eleitorado de pequenas e médias cidades.

Candidato a vice novamente na chapa de Lula, Alckmin tem boa relação com o interior paulista. França, que é vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, tem influência na Baixada Santista.

Em 2022, Lula venceu na capital paulista, mas no restante do estado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conquistou mais votos.

Um dos principais pontos de insistência de Lula para que Haddad disputasse o governo de São Paulo, mesmo diante do favoritismo para a reeleição de Tarcísio, era assegurar um palanque no estado.

Na visão de interlocutores petistas, São Paulo chega a ter mais importância nesta eleição do que localidades como Minas Gerais, que costumam definir quem sai vitorioso da disputa presidencial.