Quero privatizar e fatiar a Petrobras em até cinco empresas, diz Zema à CNN
Candidato do Novo à Presidência voltou a defender a privatização da estatal, em sabatina à CNN
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) disse, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (4), que quer "fatiar" a Petrobras para viabilizar o processo de privatização da estatal.
"O que eu quero é competição, quero fatiar a Petrobras em três, quatro, cinco empresas para que o consumidor seja beneficiado", afirmou.
O ex-governador voltou a defender seu projeto de governo de privatizar a Petrobras, dizendo que "toda empresa que dá resultado vale muito mais do que uma empresa que dá prejuízo".
De acordo com o candidato, o processo deve ser feito "de maneira correta" para trazer desenvolvimento econômico ao país.
"Ele [o país] vai arrecadar com essa economia, que vai crescer muito mais, arrecadar um valor muito superior ao que a Petrobras paga de dividendo", defendeu. "Tem gente que só fala que vai perder dividendo, mas não vai."
"O setor que mais tem ajudado a economia no Brasil não tem nada de estatal, é 100% privado. O Brasil não tem a 'alimentobras' e nós somos, hoje, o país mais bem-sucedido na produção de alimento", justificou.
Em outras ocasiões, Zema já havia dito que, se eleito, pretende privatizar a estatal e o Banco do Brasil. Na sabatina desta sexta, o mineiro afirmou que a Petrobras construiu duas grandes refinarias na gestão do PT (Partido dos Trabalhadores) e que, hoje, o Brasil precisa importar gasolina e óleo diesel.
"Apesar de serem as refinarias mais caras do mundo, elas não conseguem atender o brasileiro", completou.
Na ocasião, o ex-governador de Minas Gerais foi questionado sobre a recente privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e as queixas dos belo-horizontinos sobre a falta de água em algumas regiões.
Zema, no entanto, justificou que a companhia foi privatizada há 90 dias e que "o que está acontecendo hoje é fruto de anos e anos de investimentos baixos".
"Como que uma empresa sucateada valoriza 300%? Eu vou querer esse processo de sucateamento pra mim, meu carro vai ser sucateado e vai valer três vezes mais. Olha só que ironia. O que aconteceu em Minas no passado é que a empresa, como toda estatal, foi usada pra fazer politicagem e os investimentos ficaram aquém. Agora, com o controlador privado, nós vamos ter a universalização do saneamento, que é o que vou fazer no Brasil também", disse.


