Renan Calheiros perde eleição e deixará Senado após 32 anos

Político alagoano foi deputado, ministro da Justiça e, como presidente do Senado, articulou impeachment de Dilma Rousseff

Lorenzo Santiago, da CNN Brasil, Brasília
Compartilhar matéria

Renan Calheiros (MDB-AL) deixará o Senado em 2027 depois de 32 anos na Casa Alta. Aos 71 anos, o senador estava no cargo desde 1995, quando tomou posse pela primeira vez.

Em 2026, Renan somou 22,24% dos votos e ficou atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), perdendo as eleições depois de mais de três décadas.

Neste período, Renan foi eleito presidente do Senado em quatro ocasiões: 2005, 2007, 2013 e 2015.

O senador já havia sido deputado estadual de Alagoas de 1979 a 1983, deputado federal de 1983 a 1991 e ministro da Justiça de 1998 a 1999, nomeado na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Relação com o PT

A atuação de Calheiros ficou marcada por aproximações e afastamentos do governo do PT. Nos primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador alagoano formou base do governo e consolidou apoios do então PMDB com o PT. Em 2010, o seu partido elege Michel Temer como vice de Dilma Rousseff (PT) e Renan se consolida como uma das vozes de articulação do partido na Casa Alta.

Anos depois, no entanto, esse cenário muda. Como presidente do Senado, foi um dos principais a articular e votar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em 2021, ele foi relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 e pediu o indiciamento de diversos bolsonaristas, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A partir de então, o senador retoma a relação com o partido de Lula e é apoiado pelo presidente na busca da vaga pelo Senado.