Renan critica Centrão e diz ser vergonhoso polemizar plano de bomba atômica
Candidato do Missão à Presidência voltou a defender a criação de um programa nuclear e disse que eleitores estão "malucos"

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou o Centrão nesta segunda-feira (31) e disse ser "vergonhoso" polemizar a criação de um programa nuclear para o Brasil.
Na avaliação do candidato, uma bomba atômica manteria a soberania e traria poder ao Brasil diante do cenário internacional. "Eu acho uma vergonha que seja polêmico eu falar sobre esse tema. Isso significa muito que nós, brasileiros, nos odiamos. Nós nos odiamos profundamente", disse em sabatina na Gazeta do Povo.
"A gente acha que a gente tem que ser pequenininho, que a gente tem que ser engraçadinho, mas não que a gente tem que ser uma potência. Eu acho que a gente tem que ser uma potência", completou.
Renan entende que caso um plano para a criação de uma bomba atômica não seja criado, o Brasil teria que assumir uma posição "submissa" em relação aos Estados Unidos e à China — os maiores parceiros comerciais do país.
"A Ucrânia tinha bomba atômica e aceitou sair [do programa nuclear]. Deu muito certo, Ucrânia. Linda ideia. Vocês abdicaram das bombas atômicas e hoje a Rússia está tomando vocês. E o que a Ucrânia tem? A melhor terra agricutável do mundo e terras raras. Alguém conhece outro país que seja assim? Um país que tenha terra agricultável em um mundo que vai ter problema com comida e terras raras? Água também. Mas eu sou louco, né?", rebateu Renan.
O candidato ainda explicou que o programa nuclear do Brasil seria feita em um processo envolvendo a articulação com países da ONU (Organização das Nações Unidas) e acordos internacionais.
Eleitores estão "malucos"
Renan Santos abordou outros temas durante a sabatina, como a interlocução com partidos do Centrão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
O candidato confirmou que dialogaria com esses grupos, caso seja eleito presidente da República, mas disse que os eleitores estão "malucos da cabeça" por votarem em "ladrões do Centrão".
"Estamos num país que está desgraçado. As pessoas estão malucas da cabeça, porque vão votar em um monte de ladrão do Centrão. E aí, se eu ganho a eleição, vou ter que sentar com os ladrões, que não brotaram do chão, eles foram eleitos. [...] Eu vou ter que lidar com as consequências disso", afirmou.
Na sequência, Renan também alegou que o "brasileiro não aprende".
"Brasileiro fala: 'Olha, tem um ladrão aí? Me dá o número da urna que eu quero apertar o botão do ladrão'. Eu, como presidente, vou ter que lidar com isso da maneira mais realista possível", concluiu.


