Renan Santos rebate Marçal e diz que não sabe se vai votar no 2º turno
Ex-candidato à Presidência pelo Missão criticou declarações do empresário, que o comparou a Hitler

O ex-candidato à Presidência Renan Santos rebateu nesta terça-feira (20) as declarações do empresário Pablo Marçal, que o comparou ao líder nazista Adolf Hitler e desdenhou de seus eleitores. O líder do partido Missão afirmou ainda que está entre "anular" o voto ou "nem votar" no segundo turno das eleições presidenciais.
"Se você é um eleitor meu, entenda. Eles chamaram você de esquisitão. Você é um esquisitão e eu sou um nazista. Isso aqui eu já falei para vocês: votem em quem vocês quiserem. Mas, se você é eleitor meu e está disposto a pagar esse mico, achando que você está salvando o Brasil, eu já falei: você está perdendo o seu tempo", disse Renan em suas redes sociais.
"Vocês viram em quem vou votar. Eu vou votar nulo ou nem vou votar", disse Renan.
O ex-candidato afirmou ainda que Marçal, que integra a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e está inelegível até 2032, recuperará os direitos políticos "tão logo o Flávio ganhe a eleição".
Segundo Renan Santos, o empresário terá participação no governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja na Prefeitura de São Paulo, seja como ministro.
"Flávio ganha a eleição, Marçal recupera os direitos políticos e vai concorrer para prefeito de SP, e o povo de SP vai lá e vai cravar o 22 para prefeito. E não se iludam: quem está achando que o Marçal não vai ter espaço nesse governo não entendeu nada."
"Vocês estão botando o Pablo Marçal de ministro e, assim, no primeiro turno podiam ter votado em mim. Não quiseram, vocês votaram nele", afirmou.
Na publicação, Renan também criticou eleitores de Flávio ligados ao mercado financeiro, após o senador fazer, durante o debate com Lula, promessas que, na avaliação do ex-candidato, comprometem a responsabilidade fiscal do país.
"Queria ver a cara dos sabichões do mercado financeiro depois de assistir ao debate do Flávio com o Lula, em que o Flávio propõe que ele vai comprar a dívida de todos os brasileiros, de todas as empresas brasileiras. Isso é o maior estelionato que eu já vi. Isso custaria mais de dez trilhões, se somar tudo", disse.
Por fim, Renan ironizou o "Ministério da Prosperidade", proposta de Flávio que prevê a criação de uma nova pasta para unificar o Bolsa Família e outros programas sociais.
"É bom que vão criar o Ministério da Prosperidade. Então, se ninguém prosperar, não vai ter onde cobrar", ironizou.
Mais cedo, durante entrevista ao podcast IronTalks TV, Marçal comparou Renan a Hitler e criticou seus eleitores.
"Rapaz, o Renan criou uma seita na cabeça dos moleques esquisitos. A meninada esquisita decidiu: é Renan ou não é nada. Mano, o cara tem um perfil do Hitler absurdo. Até trejeito do Hitler, de querer implantar coisa de comunista, de ditar, que não tem nada a ver com a direita, nunca foi, tá desmascarado", disse Marçal.
Renan, que recebeu 2.675.887 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,24% do total, ficou em quarto lugar na disputa presidencial.


