Tenho diferenças com candidatos da polarização, diz Eduardo Leite à CNN
Em entrevista ao Bastidores CNN, governador gaúcho criticou o bolsonarismo e Lula, defendendo um caminho alternativo para o país
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quinta-feira (29) que tem diferenças significativas com os candidatos que protagonizam a polarização política no Brasil. Em entrevista ao Bastidores CNN, Leite criticou tanto o bolsonarismo quanto Lula, defendendo a necessidade de um caminho alternativo para o país nas eleições.
Durante a conversa, o governador gaúcho destacou suas divergências com os representantes da atual polarização: "Tanto Lula quanto o bolsonarismo, seja ele pelo Bolsonaro pai ou pelo Bolsonaro filho, não representam a minha forma de ver como deva ser gerido o governo ou como a gente deve respeitar avanços civilizatórios, de respeito às pessoas, de respeito às minorias, de humanidade", declarou.
O governador gaúcho criticou a perpetuação de figuras políticas no poder. Sobre Lula, comentou: "Vai para a sétima eleição em dez. Vai disputar um quarto mandato. Não é, na minha visão, nem o melhor para a democracia brasileira, que fique tão dependente e refém de uma única pessoa dentro de um campo político".
Quanto ao bolsonarismo, questionou a indicação de Flávio Bolsonaro como candidato. "Do outro lado, do bolsonarismo, o pai escolhe o filho como candidato. Será que é isso exatamente que a gente deseja para o país? Será que é uma política que alguém outorga uma posição por sua afinidade, sua relação consanguínea?", questionou Leite, e em seguida afirmou que posições como essas devem ser conquistadas a partir de uma trajetória política.
Alternativa à polarização
Eduardo Leite defendeu a renovação na política brasileira, citando sua própria experiência como exemplo: "Quando fui prefeito, tive a oportunidade de abrir o espaço para minha vice-prefeita ser minha sucessora. Nem concorri à reeleição, passei o bastão para ela".
Para Leite, é fundamental que haja "a capacidade de se arejar a política, abrir espaço para figuras novas, para novos nomes nos seus campos políticos". Ao ser questionado sobre possíveis alianças em um eventual segundo turno, Leite evitou especulações e manteve o foco em seu projeto político.
"O que nós queremos mostrar para o país é que tem um caminho alternativo, que dá para olhar com a disposição de fazer um enfrentamento duro ao crime, como tem que ser feito, e com visão moderna de gestão, que reduz o tamanho da máquina pública", disse.
O governador defendeu um modelo de gestão que combine eficiência administrativa com sensibilidade social: "Um olhar inclusivo, que trabalha as políticas sociais para proteger quem mais precisa, que respeita a diversidade, que é includente, não excludente. Nosso papel é ajudar a criar essas condições para o Brasil superar algo que está colocando brasileiros contra brasileiros".


